Pará

Levantamento nacional mostra o Pará entre os dez estados com maior redução na violência

O levantamento revela que, houve o menor registro de crimes violentos letais intencionais (CVLI) dos últimos cinco anos no Estado

O Pará está entre os dez estados que mais reduziram o número de mortes violentas em todo o país. É o que apontam dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Governo Federal. Figurando em sétima colocação entre os 22 estados que demonstraram redução, os crimes com maior diminuição no Pará são homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Outras cinco unidades federativas apresentaram aumento nos índices.

O levantamento, que revela as mortes violentas desde 2015, aponta que de janeiro a abril de 2019 houve o menor registro de crimes violentos letais intencionais (CVLI) dos últimos cinco anos no Estado. Se comparados os anos de 2018 e 2019, a redução atinge 26,2%. Em números brutos (taxa por 100 mil habitantes) o ano de 2015 registrou 1.115 mortes violentas, 2016 computou 1.288, já o ano de 2017 aparece o mais alto registro com 1.433, 2018 computou 1.404 e 2019 registra 1.036.

Os dez estados com maior queda de CVLI são Ceará, com 53,3% de redução, em primeiro lugar, seguido de Roraima com 32,7%, Rio Grande do Sul com 30,1%, Rio Grande do Norte com 28,1%, Rio de Janeiro com 26,3%, Pará com 26,2%, Alagoas com 25,6%, Pernambuco com 24,2% e Santa Catarina com 22,4%.

Para o secretário de segurança pública e defesa social do Pará, Ualame Machado, entre os fatores que explicam esses resultados, estão os investimentos e o trabalho integrado entre os órgãos da segurança pública. “Os investimentos em inteligência e a integração são as principais medidas tomadas para combater o crime no Pará. Os índices de violência estão caindo tanto comparados a todo o período do ano passado, quanto ao recorte mês a mês, porém é preciso avançar e estamos trabalhando intensamente para aumentar a paz social e diminuir, cada vez mais, a violência no nosso Estado”, assegurou.

Investimentos – Nos últimos sete meses a Polícia Militar do Pará passou a contar com um reforço de 530 PMs, sendo 430 para atuar somente na Região Metropolitana de Belém. Desde o início do ano, 60 viaturas, que antes eram utilizadas apenas em serviço administrativo, foram realocadas para atividade operacional, no horário em que há maior incidência de criminalidade, aumentando o efetivo em mais de 50% na RMB. Mais de 3 mil coletes balísticos e 290 espingardas, calibre 12, foram entregues no dia 1º de agosto para a PM, além da aquisição de 64 viaturas quatro rodas, 155 motocicletas e duas ambulâncias para o sistema de segurança.

O Governo do Estado também já anunciou concurso para a Polícia Civil com cerca de 1.500 novas vagas,Foto: Sidney Oliveira / Ag.Paráassim como 7 mil vagas para a Polícia Militar em concursos que serão realizados ao logo dos quatro anos de gestão. No Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC) já está em fase de finalização o certame que garantirá mais de 60 vagas. A Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado teve o ingresso de 485 novos agentes penitenciários concursados para compor o quadro, além do chamamento de mais 642 excedentes desse mesmo certame e da formação de mais 470 técnicos da atividade-meio, totalizando um incremento de mais de 1.500 servidores na Susipe.

Elucidação de Crimes – A Polícia Civil tem atuado em uma repressão qualificada, combatendo as organizações criminosas com investigações rápidas e eficazes em todos os casos de impacto que ocorreram nesse ano, o que retira a sensação de impunidade que anteriormente se instalava no Estado.

Dentre os investimentos para melhorar a elucidação de crimes está o microcomparador balístico, equipamento que será adquirido, por meio de emenda parlamentar, para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves até o final do ano. A ferramenta, que é considerada a melhor do mundo, permitirá o cruzamento de informações e crimes, formação de banco de dados e realização de análise balística de forma muito mais célere. O trabalho, que atualmente é feito de forma manual podendo levar até sete meses para ser completado, poderá ser realizado em seis dias, como aconteceu no episódio das mortes do Guamá, em maio deste ano, em que o equipamento contribuiu para a resolução do caso, identificação e prisão dos envolvidos em menos de dez dias.

Outro investimento que será realizado é a aquisição do equipamento de biometria pela Polícia Civil, para inserir a digital biométrica no Registro Geral (RG) em todo o Pará, previsto para ser adquirido até o final desse ano.

Também está prevista a reestruturação do Centro integrado de Operações (CIOP) com a criação do Ciop Metropolitano, que abarcará todas as forças de segurança municipais, estaduais e federais da Região Metropolitana de Belém para atuar de forma integrada.

Fonte: Agência Pará

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