Inquérito conclui que menino vítima de rasteira foi jogado vivo em terreno baldio

Após ter batido com a cabeça no chão e entrado em convulsão, o corpo do garoto, de 11 anos, foi colocado em uma lona, ainda com vida, e descartado pelos colegas que fizeram a brincadeira mortal
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

O caso de Anderson Cunha revoltou os moradores da cidade de Brasil Novo, no sudoeste do Pará, que, em duas manifestações, saíram às ruas da cidade com pedidos de justiça.

O garoto estava desaparecido desde o dia 11 de junho, quando saiu de casa para brincar na casa de colegas. No sábado (13), o corpo dele foi encontrado em terreno baldio ao lado da residência onde ele morreu, na Avenida Brasil, mesma via em morava com os pais, no Bairro Cidade Nova.

Segundo o delegado Theo Reis, equipe do Instituto Médico Legal periciou a casa de um dos envolvidos e encontrou evidências de sangue no local apontado pelos suspeitos. As marcas estavam em uma quina no piso. Nesse local, o garoto caiu após sofrer uma rasteira e bater violentamente a cabeça, ficando desacordado e em convulsão.

“Trata-se de um crime de homicídio doloso porque a vítima foi colocada numa lona ainda com vida e jogada no terreno. Os suspeitos assumiram o risco, sendo que poderiam ter pedido ajuda. Os dois alegaram medo”, detalhou a autoridade. Os dois adolescentes estão apreendidos aguardando decisão do Ministério Público da Infância e da Juventude.

(Antonio Barroso)

Publicidade