IBGE antecipa pesquisa e revela morte de 32 mil paraenses; veja ranking

Pará é um dos lugares brasileiros onde, proporcionalmente ao tamanho de sua população, as pessoas menos morrem. A coisa é feia pelas bandas de SP, RJ, MG, GO e nos estado do Sul.
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Em 2019, ao menos 31.559 paraenses vieram a óbito no Pará. É como montar um cemitério do tamanho de toda a população de Medicilândia, município da Transamazônica famoso por ser o maior produtor de cacau do país. No Brasil inteiro, o total de mortes chega a 1.280.809, o que daria para erguer uma metrópole quase do tamanho de Belém só de cadáveres.

Esses são dados preliminares — ou seja, ainda podem sofrer recontagem — e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) só divulgaria no final do ano, mas o órgão resolveu antecipá-los, por estado e município, a fim de atender a demandas da sociedade por estatísticas oficiais para dimensão da mortalidade no país e usar isso com vistas a auxiliar no recorte da extensão dos efeitos da pandemia da Covid-19 no Brasil.

O Blog do Zé Dudu acessou os números, que apontam para concentração de mortes em Belém, Ananindeua, Santarém e Castanhal, todos com mais de mil óbitos e que juntos realizam 36% dos funerais do Pará. O IBGE diz que, para chegar às quantidades, foram consideradas informações já repassadas por 98% dos cartórios do país e desconsideradas indicações de pessoas que faleceram no ano passado, mas cujo óbito foi atestado nos primeiros três meses deste ano.

Assim, Belém é o município do estado com o maior volume de mortes, 7.257. O vizinho Ananindeua, com 1.616, está em segundo lugar. Já Santarém, no oeste do Pará, com 1.478 óbitos, e Castanhal, com 1.008, aparecem nas posições seguintes. O pelotão dos dez municípios com mais falecimentos no estado tem presença de Marabá (901), Abaetetuba (681), Parauapebas (640), Itaituba (610), Bragança (576) e Altamira (562). Todos esses municípios estão entre os 20 mais populosos.

No extremo oposto, o município menos populoso do Pará, Bannach, também é o que computa menos mortes: só 18 em 2019. Ele é seguido de perto por Santa Cruz do Arari (19), Sapucaia e Faro (20 cada), Brejo Grande do Araguaia (21), Terra Santa e Palestina do Pará (24 cada), São João da Ponta (26) e São João do Araguaia (30). Pelo menos 20 óbitos do Pará tiveram município de residência considerado “ignorado”, segundo o IBGE.

Menos mortes por habitante

Curiosamente, os municípios do Pará são onde proporcionalmente as pessoas menos morrem se comparados com outros estados do país, mesmo os mais ricos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná. E dá para comparar também os números gerais do estado como Unidades da Federação até menos populosas, como Santa Catarina e Goiás, onde faleceram no ano passado 40.479 e 38.359 pessoas, respectivamente.

Em termos municipais, a cidade de São Paulo lidera o ranking com 76.466 mortes, seguida da cidade do Rio de Janeiro, com 59.919. Não por acaso, elas são as duas mais populosas do país e estão entre as maiores do mundo. Na Região Norte, Manaus lidera com 11.042 sepultamentos, sendo a 9ª do país, enquanto Belém é a 15ª.

O órgão oficial de estatística esclarece que a maior parte do volume de dados dos registros de óbitos já foi recebida, mas ainda há um quantitativo a ser adicionado que implicará em ajustes nos resultados. O IBGE lembra que os dados estão em processo de análise crítica, de modo que podem sofrer alteração devido a correções a serem executadas, como reenvio de dados pelo cartório por conta de duplicidade ou omissão de registro, entre outros.