I Festival Internacional de Cinema de Fronteira

Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on twitter
Twitter
Share on print
Imprimir

Continua depois da publicidade

Marabá, Rondon e Eldorado dos Carajás recebem o I Festival Internacional de Cinema de Fronteira na próxima semana De 13 a 18 deste mês Marabá, Rondon e Eldorado dos Carajás recebem a primeira edição do Festival Internacional Amazônida de Cinema de Fronteira (FIA CINEFRONT), um evento com caráter de mostra e debate de obras cinematográficas que abordam a realidade de regiões consideradas periféricas, caso da Amazônia.

Essas obras serão exibidas (com entrada franca) para fomentar debates em escolas, no Cine Marrocos, na praça São Felix de Valois, na Curva do S, em Eldorado dos Carajás e no campus universitário da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) em Marabá e Rondon do Pará.

Filme dos diretores hoomenageados

O festival quer demonstrar, por meio do cinema, que existe uma dinâmica social própria que envolve vida, trabalho, cultura, modos singulares de existir e de se relacionar com o mundo e com o meio em que se vive, independentemente daquilo que é engendrado pelos interesses dos chamados “centros”. É em nome do “desenvolvimento econômico” dos “centros” que as periferias – fronteiras – são drasticamente impactadas.

O Festival surge como mostra de denúncia da degradação humana e ecológica permeada pelo desenvolvimento econômico, mas celebra as lutas sociais e a re-existência popular local abrindo espaço ao cinema, à imagem, à fala e ao fazer cinematográfico desde os fronts.

Evandro Medeiros, coordenador de cultura Proex, enfatiza o que esperar das obras. “Privilegiando o cinema documental, o festival objetiva mostrar a realidade vivida em regiões como Amazônia e África, focando as formas de re-existência das populações em relação a estas questões, enfatizando a dinâmica social nesses lugares, verdadeiros fronts de conflitos”, observa.

Entre os filmes que serão apresentados estão: “Barrados e Condenados” [2001], “Chico Mendes, eu quero viver” [1989], “Montanhas de Ouro” [1990], “Uma Dádiva da Floresta” [2001] e “Matando por Terras” [1991], este último praticamente inédito no Brasil, filmado ao longo da rodovia Belém-Brasília durante o período de 1986, ano em que foram assassinadas mais de 100 pessoas.

Além disto, o festival ainda contará com o lançamento do filme “Ameaçados”, da diretora Júlia Mariano [Osmose Filmes] e a apresentação do filme “Toxic Amazon” de Felipe Milanez, jornalista e documentarista, pesquisador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra – Portugal. Os dois diretores estarão presentes nas sessões para debater suas produções com o público. Filmes produzidos por diretores locais também comporão o Festival: “Terra pra Quem” [Camila Fialho e José Viana], “Gritos dos Excluídos – Marabá” [Evandro Medeiros e Airton Pereira], “Minerando Conflitos” [Thiago Cruz] e “Cabelo Seco no Encontro dos Rios” [Joseline Trindade].

HOMENAGEM

O festival pretende homenagear, a cada edição, diretores e produtores fílmicos cujo conjunto de suas obras represente contribuição cinematográfica para reflexão da realidade vivida nas “fronteiras-periferias” de nossa sociedade, na Amazônia e no mundo. Nesta edição, os homenageados serão os diretores Vicente Rios e Adrian Cowell, pela premiada série produzida para TV “A Década da Destruição”. Constituída de vários filmes cujas imagens foram feitas durante as décadas de 1970 e 1980, a série apresenta a realidade amazônica, em especial a luta pela terra e a violência de fazendeiros contra trabalhadores rurais, bem como o conflito entre a antiga mineradora CVRD (atual Vale S/A) e garimpeiros em Serra Pelada, os impactos da construção da hidrelétrica de Tucuruí, a realidade de devastação ambiental e a história de vida-morte de personagens como Chico Mendes.

image

Publicidade

Relacionados