É hora de cuidar da árvore para que ela dê bons frutos.

Valmir Mariano, o prefeito eleito de Parauapebas, anunciou ontem seu secretariado. Segundo palavras do próprio Valmir, a escolha se deu de forma técnica.

Sem querer aqui causar melindre no governo que vem por ai, isso não é de todo uma verdade.

O Blogger cobrou em outro post que Valmir optasse pelo técnico e ele assim o fez. Mas não em todos os escolhidos.

Muito me preocupa a escolha para a Secretaria de Habitação, da Mulher e pra PGM. A primeira, recebendo grande aporte financeiro e um dos gargalos do município. A segunda com poucos recursos mas com problemas crônicos a serem solucionados. Sobre o procurador, acho que a escolha de um de carreira teria sido menos problemático. Torço para que os apresentados se superem e que minha língua queime!

Quando cito as duas secretarias, faço sem nenhum menosprezo ao nomeados, pois pouco os conheço. Todavia, não vejo em seus currículos embasamento técnico para a nomeação.

Alguns reclamam da nomeação de Dário Veloso e de um suposto acordo de campanha rompido. Dizem que Dário é de Marabá e que não tem vínculo com Parauapebas. Talvez, para os que aqui chegaram há poucos anos mas se acham no direito de opinar sobre tudo, isso seja verdade. Para alguns, que estão aqui há décadas e viram o jovem Dário Veloso se candidatar a prefeito, viram suas ações quando funcionário da Vale, viram obras administradas por ele do porte da nova Câmara, da nova ETA, dos bairros Casas Populares I e II e, finalmente, o novo prédio da PMP, entre outras, sabe que Dário tem conhecimento e capacidade de fazer e de fazer bem feito. Além da capacidade, Dário tem a política no DNA. É filho de Dr. Veloso, um dos melhores prefeitos que Marabá já viu.

Alguns podem questionar qual é a importância de um secretário politizado?

Um secretário politizado não comete erros clássicos como se meter a estrela quando a estrela maior deveria ser o conjunto do governo, a unidade por um município melhor. Em minha opinião, a principal falha do governo que agora termina foi, sem dúvida, que o mesmo tinha, e tem ainda, vários prefeitos. Marcelo Catalão, Robervaldo/Zimmer, João Fontana, Margalho e, por último, Alex Pamplona. Todos esses se acharam e acharam que mandavam e mandam mais que o eleito. Isso trouxe, além do desgaste natural de oito anos de governo, uma desorganização infernal à administração.

Darci passou a ser uma simples marionete do governo. Acredito que hoje, quando coloca a cabeça no travesseiro em busca de um pouco de descanso, se arrependa de algumas nomeações, de várias atitudes que deixaram de ser tomadas, de alguns tapas na mesa para lembrar aos pseudos prefeitos quem realmente deveria mandar. Faltou à Darci pulso firme e diretriz de governo. Faltou acordar de um sonho onde ele era a imaginária figura de um ser que podia tudo e que Parauapebas era auto-suficiente e onipotente devido aos milhões que abastecem seus cofres. Faltou aos pseudos colaboradores saberem ser coadjuvantes e aguardar o momento certo para brilhar. Infelizmente, para Darci e para a população, os citados não eram politizados e mais atrapalharam do que ajudaram. Resultado dessa luta interminável pelo poder foi visto no último dia 7 de outubro. Taca de dar em doido. O culpado? Todo o conjunto de prefeitos que administrou Parauapebas nos últimos oito anos.

Espero que o exemplo sirva para Valmir. Muito mais experiente, senão politicamente, empresarialmente o é, o prefeito eleito já deve ter visto muito disso em suas empresas. A busca incansável de subordinados pelo poder supremo. Torço para que ele use essa experiência adquirida na iniciativa privada e faça as podas que devem ser feitas para que essa árvore doente chamada Parauapebas possa florescer e dar frutos. A população, os 49 mil que nele votaram e boa parte dos outros que preferiram os outros, aguardam para saborear tais frutos. Todos querem experimentar os sabores das frutas saúde de qualidade, trânsito organizado, educação sem horário intermediário, água nas torneiras, saneamento básico, iluminação pública … Olhando de longe para a árvore, essa degustação não parece assim tão difícil. As apostas foram feitas. Oxalá que a safra chegue logo!

Em uma próxima oportunidade falaremos sobre os outros indicados.  

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