Grávidas relatam violência obstétrica durante trabalho de parto, no Pará.

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Um relatório da Secretaria de Saúde Pública do Estado do Pará (Sespa) aponta que a maior parte dos partos no primeiro quadrimeste de 2015 foram cirúrgicos. Segundo a secretaria, foram realizados 3.215 partos em todo estado, sendo que 1.507 foram normais e 1.708 cesáreos. O fenômeno se repete em todo o Brasil: Segundo a  Fundação Oswaldo Cruz , cerca de 50% dos partos no país são cirúrgicos, sendo que organização mundial de saúde sugere um índice máximo de 15%.

A opção do parto normal deve ser apresentada à gestante como primeira opção durante o pré-natal.  “Este é um fenômeno fisiológico, então pensar primeiramente em um trabalho de parto, normal como escolha. Sabendo que existem alterações que podem acontecer durante o pré-natal fazendo com que a cesárea seja necessária, mas logicamente não a primeira escolha”, explica o obstetra Diego Santiago.

Violência obstétrica
Com o aumento siginificativo no número de cesarianas, os relatos de mães que passaram por violência obstétrica no momento do parto também aumentaram. Impedir a permanência de acompanhantes, colocar a mãe em situações de constrangimento, deixar a paciente acuada ou com medo e afastar o bebê impedindo a amamentação e o contato com a mãe são situações consideradas como violência.

Em Parauapebas, mesmo com os recursos oferecidos pela maternidade do município, o trabalho das chamadas parteiras ainda é muito procurado. Em 2015, o hospital público realizou 440 partos normais a mais do que os cirúrgicos.

Fonte g1

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