Governo Darci quer aproveitar energia solar para diminuir conta do Executivo

Secretaria de Mineração e Energia defende o investimento de R$ 840 mil, sob alegação de que a energia solar poderá gerar créditos que serão compensados na fatura, diminuindo a despesa.
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A pretexto de economizar com a conta de energia que chega à segunda prefeitura mais rica do Pará todo mês, a Secretaria Municipal de Mineração, Energia, Ciência e Tecnologia (Semmect) do governo de Darci Lermen vai instalar um sistema de captação de energia solar fotovoltaica por meio do qual, segundo a pasta, serão gerados créditos que poderão ser compensados na conta em até cinco anos, desde que a quantidade de energia gerada seja superior à consumida. O custo da empreitada é orçado em R$ 839.680,80.

O edital de licitação, na modalidade tomada de preços, revela que a Prefeitura de Parauapebas busca a instalação de um sistema de minigeração de energia solar “on grid”, em que cada quilowatt tenha custo médio de R$ 3.998,48. Como o projeto ambiciona alcançar 210 quilowatts-pico, a licitação foi fechada nos quase R$ 840 mil. Uma vez instalado, o sistema será conectado à rede da distribuidora de energia Equatorial.

A Semmect defende a aquisição do pacote, argumentando que a geração fotovoltaica é fonte de energia limpa e renovável, cuja participação é crescente na matriz energética brasileira e pode tornar-se “boa opção de implementação, principalmente para grandes consumidores como é caso do Governo Municipal de Parauapebas”. Ainda de acordo com a pasta, a redução de custos, sem a perda de produtividade, garante o pleno funcionamento da máquina pública, melhorando suas finanças, a ponto de poder atender a outras prioridades de investimento demandadas pela comunidade diariamente.

O Blog do Zé Dudu apurou que a previsão de gastos com energia elétrica por parte do Poder Executivo este é de R$ 18,02 milhões, mas isso é apenas para a iluminação pública. Em 2019, pelo que levantou o Blog junto ao portal da transparência, o governo Darci desembolsou R$ 28,59 milhões em faturas de energia da então Celpa, que resolveu mudar de nome para Equatorial. Esse volume de gastos é mais que suficiente para sustentar 16 municípios do estado, que arrecadam menos que a despesa de energia elétrica da Prefeitura de Parauapebas.

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