Garimpeiros de Serra Pelada interditam Estrada de Ferro Carajás, em Marabá

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EFC

Em Marabá, dezenas de garimpeiros de Serra Pelada interditam desde as 8 horas desta terça-feira (21) os trilhos da Estrada de Ferro Carajás, da Mineradora Vale, que liga Carajás ao Porto da Madeira, em São Luís do Maranhão.

garimpeiros EFCOs garimpeiros são ligados a AGASPEMA – Associação Interestadual da União Dos Garimpeiros do Garimpo de Serra Pelada, criada há pouco mais de um ano, e buscam, com a interdição, a marcação de uma reunião com a presidente Dilma Rousseff para que esta reveja várias situações onde, segundo o presidente da AGSPEMA, Juarez Leal, os direitos dos garimpeiros não estão sendo cumpridos. Leal cita que há 30 anos a classe garimpeira de Serra Pelada está esquecida pelo governo federal e que esta está sendo alvos de injustiças e do descaso. Entre as injustiças, Juarez Leal, em conversa com o Blogger, cita os direitos de mina, o ouro de Serra Pelada retido na Caixa Econômica Federal desde a época em que o garimpo funcionava, os acordos feitos entre empresas e a Coomigasp, entre outras reivindicações.

Segundo Leal, funcionários da Vale estiveram no local da interdição e solicitaram a desobstrução da ferrovia, sob a garantia que a mineradora tentaria marcar uma reunião com representantes do governo federal. Todavia, os manifestantes, cansados de promessas, não querem deixar os trilhos sem que haja um documento assinado marcando tal reunião.

A manifestação é pacífica até o momento, e, segundo Leal, “os órgãos de segurança pública – municipal, estadual e federal – foram comunicados previamente da interdição, que durará o tempo que for necessário para que as reivindicações sejam atendidas”, concluiu o presidente.

Juarez Leal garante que a partir de amanhã novos membros da classe garimpeira, que estariam nesse momento se deslocando pra marabá, chegarão ao local para fortalecer o movimento.

Estrada de Ferro Carajás
A EFC tem 892 quilômetros de extensão, ligando a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, em Carajás (PA), ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luís (MA). Por seus trilhos, são transportados 120 milhões de toneladas de carga e 350 mil passageiros por ano. Circulam cerca de 35 composições simultaneamente, entre os quais um dos maiores trens de carga em operação regular do mundo, com 330 vagões e 3,3 quilômetros de extensão. Inaugurada em 1985, a Estrada de Ferro Carajás não é só grande: ela também lidera o ranking das ferrovias mais eficientes do Brasil graças ao nosso constante investimento em tecnologia.

Atualização às 18h35

OJPor volta das 18 horas um Oficial de Justiça esteve no local para cumprir liminar de Reintegração de Posse concedida pela juíza Adriana Karla Diniz Gomes da Costa, plantonista na Comarca de Marabá (Autos 00242399520158140040).

O cumprimento se deu de forma pacífica, tendo o funcionário do judiciário sendo acompanhado na ação pela Polícia Militar local.

Os manifestantes foram informados pelo meirinho para que se abstenham de qualquer ato que impeça a Vale de desenvolver suas atividades normais, sob a pena de multa no valor diário de R$20 mil em caso de descumprimento.

Em nota enviada ao Blog, a Vale diz:

A Vale informa que a Estrada de Ferro Carajás (EFC) foi invadida na manhã desta terça-feira, 21/7, no KM 732,  em Marabá, por integrantes da Associação Interestadual da União dos Garimpeiros de Serra Pelada (AGASPEMA). Os manifestantes reivindicam pauta com o Governo Federal e Estadual. A Vale reitera que obstruir a ferrovia é crime e que já obteve a reintegração de posse. A comunicação da decisão pelo Oficial de Justiça será feita ainda hoje.

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