“Fogo amigo” de aliados quer derrubar Valmir do poder?

Reconhecer seus defeitos é, sem sombra de dúvidas, se não a maior, uma das grandes virtudes que o ser humano pode ter. Tomar uma atitude corretiva quando se percebe o erro cometido, voltando atrás ou agindo de forma a reparar o erro é, em minha opinião, qualidade que deve ser exaustivamente enaltecida.

Durante a campanha para as últimas eleições municipais este blogueiro tentou mostrar aos leitores um cenário político que poderia vir a acontecer caso o eleito fosse, como foi, o então candidato Valmir da Integral.

Antes de continuar é necessário esclarecer que apesar de não ter uma amizade íntima com o atual prefeito, sempre mantivemos uma relação cordial, amistosa e respeitosa. Fato que por si só me libera para tecer comentários sobre o modo como vem operacionalizando sua gestão.

As críticas que fiz ao candidato Valmir e ao governo Valmir foram, são e serão sempre no sentido de ver esse município que aprendi a chamar de meu no caminho do progresso e da autossuficiência social, econômica e financeira.

Parauapebas precisa começar a pensar grande. Foi-se o tempo em que picuinhas oriundas de gabinetes de secretários e assessores insatisfeitos com a forma de compor o governo faziam frente ao modo enxuto e visionário de outros, provocando a demissão de competentes parceiros somente em virtude do gestor não contar com a maturidade e segurança política para manter a competência e o comprometimento em detrimento do aliado político que, amanhã ou depois pode lhe virar as costas pelo simples motivo de não ter um de seus desejos atendidos.

Minha já falecida mãe volta e meia me lembrava da passagem bíblica que preceitua: “diga-me com quem andas e eu te direi quem és.” Essa expressão nada mais é que o poder de saber as qualidades de uma pessoa pela companhia que ela mantém.

Pois bem, voltando à campanha de 2012, este Blogger volta e meia tocava na tecla que a eleição de Valmir Mariano não traria mudança alguma em virtude dos conchavos políticos necessários para a vitória do mesmo. Não reclamava, naquele momento, dos conchavos feitos por Valmir, e sim com quem foram feitos tais acordos.

Citava, vocês se lembram, que estar ao lado de Massud, Claudio Almeida e da renegada dissidência petista não representava mudança alguma. O Blogger foi voto vencido e a grande maioria da população, ansiosa por mudança, escolheu a sugerida por Valmir, sem se dar conta que se a proposta de mudança era no âmbito social, pois no político, as velhas raposas jamais iriam avalizar uma mudança nos antigos conceitos do “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

Antes mesmo de completados os primeiros 55 dias de governo, os aliados de primeira hora naquele momento político, somados a vereadores eleitos pela oposição, já articulam uma nefasta e sorrateira maneira de derrubar Valmir do cargo. Quem assumiria a vaga seria a vice-prefeita, Sra. Ângela, esposa de Massud.

Esse movimento oposicionista da direita, o chamado “fogo amigo”, vem provocando grandes prejuízos ao governo Valmir Mariano. No princípio as articulações eram concebidas nos bastidores. Agora, já se fala do assunto nos corredores e gabinetes do Palácio dos Ventos sem o mínimo constrangimento.

O movimento se dá, principalmente, em virtude da atual classe política parauapebense manter-se em letárgico estado de escassez. A sociedade não soube construir novas lideranças e o que se vê são os velhos ratos da política local mandando e desmandando.

Analisando os primeiros dias do governo Valmir, se tem a impressão que o futuro parece distante demais. Na escolha do secretariado ele até que foi bem. Conseguiu montar um grupo quase técnico dentro das possibilidades políticas que se apresentaram. Alguns ajustem foram feitos para agasalhar todos os que se empenharam para o êxito eleitoral, deixando a “família da mudança” temporariamente satisfeita.

Os problemas internos dentro do governo Valmir tiveram início quando cortaram as pernas de Zé Rinaldo, secretário de Finanças e até então declarado principal apoiador de Valmir. O hoteleiro supermercadista se irritou, sabe-se lá pelo inesperado corte em sua secretaria, que lhe tirou poderes de primeiro ministro, lhe deixando em igualdade de condições aos outros, ou por ver que não era nele que Valmir depositaria as fichas visando uma boa gestão.

Aliando-se a alguns partidários tucanos começou a orquestrar uma campanha de difamação contra a secretária de Educação, Francisca Ciza, contra o secretário de Planejamento, Célio Costa, contra o Secretário de Obras, Dário Veloso, contra o gestor da Secult, Chico Brito e contra o Chefe de Gabinete, Zé Omar, entre outros. Todos os que não lhe beijavam as mãos. Colocou o sua turma para pressionar o prefeito pelo simples motivo de marcar território.

O prefeito, felizmente, não caiu em sua armadilha política. Manteve-se firme em suas decisões. Sabiamente manteve os competentes secretários citados, preferindo aguardar o tempo necessário para a apresentação dos resultados do que ceder aos caprichos de Zé Rinaldo, mostrando ao presidente do ninho tucano (que hoje mais parece uma Torre de Babel onde ninguém sabe quem manda, que língua se fala e a que diretrizes se segue – há exceções) que não trata a política e o governo com ressentimento, rancor ou inveja, já que manteve o tucano no cargo mesmo sabendo de onde vinham as chamas do fogo amigo.

Ora, Francisca Ciza sempre contou com o apoio do governador Jatene e sua manutenção na direção de uma escola estadual com o aval de Zé Rinaldo prova isso. 

Célio Costa é um dos mais competentes economistas que esse país já produziu. Conhecido nacionalmente, Costa foi quem concebeu o Estudo de Viabilidade Econômica do Estado de Goiás e agora o de Carajás e Tapajós. Defendeu tal viabilidade para mestrados em economia a convite da FGV, na Escola Superior de Guerra e em tantas outras instituições de ensino, sempre mostrando competência no que se propõe em fazer, tendo inclusive seus livros indicados para teses de doutorado e mestrado em várias universidades, entre elas USP e Unicamp. Abdicou de assumir a secretaria de Fazenda de Marabá a convite do então prefeito eleito João Salame para vir a Parauapebas onde se comprometeu em planejar o município para os próximos anos com a mesma eficiência de quando foi secretário de estado em Goiás e Tocantins.

O caso do Célio Costa nos remete a um fato acontecido no governo anterior. No início do segundo governo Darci, o também economista Delmar Steffen foi importado do Rio Grande do Sul para assumir a secretaria de Planejamento. O fogo amigo petista o afastou do cargo antes mesmo que o notadamente competente secretário pudesse mostrar serviço. Darci mostrou fraqueza naquele momento preferindo se submeter aos desejos da militância petista, que mais tarde o abandonaria, do que manter Steffen no cargo e transformar Parauapebas em outra cidade, fato que inevitavelmente teria acontecido.

Nos mesmos moldes, tentam agora derrubar Célio Costa com palavras, supostos dossiês e em virtude do mesmo ser de outro estado, como se Zé Rinaldo, o prefeito e outros que o malham por isso não o fossem.

Já disse aqui outro dia que pessoas aziagas deveriam esquecer Parauapebas, ou pelo menos não se envolver na política local, já que não sabem reconhecer os erros e tampouco agir para minimizá-los, preferindo atacar pelo simples fato de atacar. Fazer conjecturas relacionando secretários à máfia das drogas, a escândalos e crimes sem nenhuma ponta de prova ou por ter errado na preparação do carnaval não me parece a melhor maneira de agir de quem prega aos quatro cantos que quer o melhor para Parauapebas.

Agora, não satisfeito com o rumo tomado pelo prefeito e possessos com o afastamento político normal que sofreram, alguns políticos se uniram com o claro objetivo de derrubar Valmir Mariano do cargo. Já orquestram alianças com vereadores supostamente da oposição para ver Massud no poder.

Macacos velhos da política pebana, não aprenderam ainda que aqui quem manda é o povo e este ainda está com o “velhote”, que aprenderam a admirar e em quem depositaram total confiança. O mesmo povo que sabe separar o joio do trigo, saberá dar tempo ao tempo. Não é possível que pessoas ligadas ao governo pensem com tamanha mesquinhez, acreditando que o mesmo povo que colocou Valmir no poder vai traí-lo antes que se complete o primeiro ano de governo pelo simples motivo do governo ter suspendido um programa que aparentemente está cheio de vícios e supostamente prejudicará alguns que vivem de sugar o que seria para o pobre, ter efetuado mudanças que desagradaram aliados ou porque buscou parceiros fora de Parauapebas.

Este Blogger estará do lado desse povo sábio em detrimento aos carcarás que se espelham em erros anteriores para angariar o poder. Estarei do lado do governo Valmir, não para defendê-lo quando erros forem cometidos, mas para defendê-lo das acusações injustas e irresponsáveis de pessoas transvestidas de cordeiros que tentam ludibriar a população quando na verdade são lobos querendo comer o vovozinho.

Parauapebas, volto a repetir, precisa pensar grande. Esses políticos amadores que trazem um palito de fósforo em uma mão e um botijão de gasolina na outra deveriam se unir sim, mas para auxiliar política e administrativamente o atual governo. Ele estará aí pelo menos até 31 de dezembro de 2016, queiram ou não a direita oposicionista. Aprendam com a verdadeira oposição que perdeu a eleição, mantenham-se dignos de merecer a confiança da população no futuro. Busquem consolidar os espaços que receberam antes de tentar abraçar o espaço alheio. Tenham hombridade, a população saberá reconhecer isso.

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