Em jogo dramático na Curuzu, Paysandu vence o Castanhal nos pênaltis e está na final do Parazão

As duas equipes empataram em 1 a 1 no tempo normal, com vitória do Papão, por 4 a 2, nos pênaltis
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Ary Moura marcou o gol do Paysandu no tempo normal (Foto: John Wesley/Ascom Paysandu)

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O Paysandu Sport Club se garantiu em mais uma final de Campeonato Paraense. Na tarde desta quarta-feira (12), o Papão ficou no empate diante do Castanhal, em 1 a 1, no tempo normal, vencendo o Japiim nos pênaltis pelo placar de 4 a 2, no Estádio Leônidas Castro, o Banpará Curuzu, em Belém. 

A classificação não foi nada fácil para o Paysandu, que abriu o marcador aos cinco minutos da etapa derradeira, com gol de Ary Moura. O Castanhal foi para cima e empatou com o tento de Fidelis, aos 15 minutos. O Papão se complicou com a expulsão do zagueiro Denilson, aos 24 minutos, mas teve a chance de matar o jogo no tempo normal quando Nicolas cobrou um pênalti, aos 47 minutos, e acertou no travessão do goleiro Axel Lopes. 

O Paysandu está na final do Parazão 2021, em busca do bicampeonato. A Federação Paraense de Futebol (FPF) ainda vai confirmar as datas das finais e da disputa do terceiro lugar do estadual.

O jogo: Drama até o final! 

O Paysandu tomou a iniciativa e chegou com perigo quando Robinho escapou bem pela esquerda e cruzou; a bola passou da zaga do Castanhal e também pelo ataque do Papão, com Nicolas e Marlon não alcançando a redonda. Mais uma vez o time bicolor chegou: Marlon fez boa jogada e tocou na direita para Israel, o lateral bateu de primeira e parou na boa defesa do goleiro Axel Lopes. 

Só dava Papão. Nicolas fez o pivô para um chute de Marlon, mas a bola foi para fora. Em outra investida alviceleste, Ratinho tocou para Marlon, que cruzou, a redonda passou muito forte e não chegou ao atacante Nicolas. Um lance polêmico aconteceu na primeira chegada real do Japiim. Magnum cruzou da direita para Pecel – o atacante teria sido tocado por trás, mas a arbitragem mandou a partida seguir. A turma do Castanhal ficou na bronca, pedindo pênalti.

Com forte calor na Curuzu, o árbitro Marcos José Soares de Almeida deu a chamada parada médica, para a hidratação dos atletas. Na volta, Marlon cobrou falta, Paulinho subiu de cabeça e a bola passou assustando contra a meta de Axel Lopes. O lateral-direito Israel ganhou uma disputa e bateu para o gol; a bola passou por todo mundo e se perdeu pela linha de fundo. Que chance do Papão.

O Japiim teve uma boa oportunidade com Gui Campana, que recebeu livre pelo meio e experimentou um chute para o gol, mas a bola foi para fora. O time aurinegro tentou novamente depois que Gui Campana carregou pelo meio e tocou para Canga, mas a arbitragem assinalou impedimento. No segundo tempo, o Paysandu voltou com tudo. Nicolas recebeu na grande área e finalizou forte para o gol; o goleiro Axel Lopes espalmou para escanteio.

Na cobrança de escanteio, Marlon levantou na área e após um bate e rebate, a zaga do Castanhal conseguiu cortar. Após blitz total, o Papão abriu o placar: Leandro Cabecinha perdeu a bola para Ary Moura, que experimentou um chute de fora da área e marcou, aos cinco minutos, 1 a 0. O time bicolor quase ampliou com Israel, que pegou sobra de bola e chutou colocado – a redonda passou assustando contra a meta de Axel Lopes. 

Em um lançamento na área alviceleste, a zaga do Paysandu falhou e Fidelis acertou um chute rasteiro no canto do goleiro Victor Souza, aos 15 minutos, 1 a 1. O Papão deu a resposta no lance seguinte com Ratinho, que bateu para o gol e a bola passou com perigo. Em uma boa descida pela direita, Marlon cruzou para a cabeçada de Nicolas, a bola passou tirando tinta da trave do goleiro Axel Lopes. 

As coisas se complicaram para o Papão quando Gui Campana se livrou da marcação de Denilson. O zagueiro bicolor cometeu falta dura, recebendo o segundo cartão amarelo e consequentemente o vermelho, deixando o time bicolor com um jogador a menos, aos 24 minutos. O Japiim quase virou o jogo quando Pecel cruzou rasteiro da esquerda para Fidelis, que dominou e chutou, mas a bola bateu no zagueiro Perema e foi para escanteio. 

Mais uma vez o Castanhal chegou com Fidelis, que cruzou para o atacante Canga, que tentou marcar, mas não alcançou. Depois do lance, a chuva veio para deixar a partida com mais dramaticidade na reta final. Em um lançamento no ataque do Papão, Ary Moura tentou dar um chapéu em Daelson, o lateral-direito do Japiim cortou com a mão dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Nicolas cobrou e acertou no travessão de Axel Lopes; no rebote, a bola sobrou para um petardo de fora da área do meia Jhonnatan, e o goleiro do Castanhal salvou o time da derrota. 

Após o lance da penalidade, o árbitro Marcos José Soares de Almeida mostrou cartão vermelho para o técnico Cacaio, do Castanhal, por reclamação. Placar final: Paysandu 1 x 1 Castanhal. A decisão da vaga para a final foi decidida nos pênaltis. Melhor para o Papão que venceu, por 4 a 2, e segue na briga pelo bicampeonato estadual. Nicolas, Ratinho, Jhonnatan e Perema marcaram para os bicolores, enquanto que Fidelis e Canga assinalaram para o Japiim, com Pecel isolando e Leandro Cabecinha parando na defesa do goleiro Victor Souza. 

FICHA TÉCNICA

PAYSANDU: Victor Souza; Israel, Perema, Yan (Jhonnatan) e Bruno Collaço (Diego Matos); Denilson, Paulinho (Elyeser) e Ratinho; Marlon (Alisson), Nicolas e Robinho (Ary Moura).
Técnico: Itamar Schulle.

CASTANHAL: Axel Lopes; Magnum (Daelson), Guilherme (Lucão), Cléberson Ilustre e Lucas (Leandro Cabecinha); Samuel, Lynconl (Fidelis), Gui Campana e Willian Fazendinha (Marcos); Canga e Pecel.
Técnico: Cacaio

  • Árbitro: Marcos José Soares de Almeida
  • Assistente 1: Luis Diego Nascimento Lopes
  • Assistente 2: Acácio Menezes Leão
  • Quarto árbitro: Bruno Luiz Vieira da Luz
  • Cartões amarelos: Paulinho, Denilson e Nicolas (Paysandu); Pecel e Fidelis (Castanhal)
  • Cartões vermelhos: Denilson (Paysandu); Cacaio (Castanhal)
  • Gols: Ary Moura, aos 5 minutos do 2° tempo para o Paysandu; Fidelis, aos 15 minutos do 2° tempo para o Castanhal
  • Local: Estádio Leônidas Castro, o Banpará Curuzu, em Belém 
Por Fábio Relvas
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