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Política

Eleição para o senado no Pará é “pouca farinha, meu pirão primeiro”

Campeão de votos, deputado da tatuagem vai disputar vaga ao Senado

Por Val-André Mutran – de Brasília

A disputa eleitoral no estado do Pará, há uma semana do prazo final de realização das convenções partidárias para composição das chapas, sugere um script de filmes campeões de bilheteria, digno das melhores produções de ação da chamada indústria de sonhos, quimeras e entretenimento.

Seguindo um roteiro dos filmes antigos de gladiadores, a refrega para o senado é “matar ou morrer”.

O último gladiador escalado, por ele mesmo, é o deputado federal Wladimir Costa (Solidariedade), arqui-inimigo declarado dos Barbalho, “armado até os dentes”, para ser o ungido do imperador de Roma, embora seus outros adversários, apesar de estarem na disputa, são demônios mortais domáveis.

Duas vagas em disputa ao senado e os gladiadores apresentam suas armas. É esse o jogo.

O leitor verá sangue na Arena ou um grande arranjo combinado nos bastidores?

Política

TRE-PA cassa o mandato do deputado federal Wladimir Costa

O fiel aliado do presidente Michel Temer foi condenado por abuso de poder econômico na eleição e vai recorrer ao TSE

O deputado federal paraense Wladimir Costa (SD/PA), que ficou conhecido nacionalmente como o deputado da tatuagem, teve o mandato cassado na noite dessa terça-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará. A punição foi por abuso de poder econômico na eleição de 2014, quando ele alcançou o quarto mandato na Câmara dos Deputados. O parlamentar permanece no cargo até que o caso seja julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Wladimir Costa ficou conhecido nacionalmente por tatuar o nome do presidente Michel Temer (PMDB) no braço. Depois, ele admitiu que a marca era falsa e a removeu. No impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) ele também chamou a atenção ao soltar em plenário um rojão, só que de confetes.

O mandato foi cassado por unanimidade. No relatório, o desembargador Roberto Moura disse que a gravidade dos crimes ficou comprovada de forma incontestável. Segundo o TRE do Pará, Wladimir Costa declarou gastos de R$ 61 mil com publicidade, mas na apuração do processo ficou comprovado que ele gastou R$ 400 mil.

Além dele, a dona da gráfica responsável pelo material de campanha foi condenada. Segundo o magistrado, o gasto apurado corresponde à soma dos gastos totais de três outros candidatos no pleito. “O valor das contas não prestadas é expressivo, principalmente se comparar aos outros”, disse o desembargador.

Além da perda do diploma, Wladimir Costa foi condenado à inelegibilidade por oito anos.

Por meio de sua assessoria de seu gabinete, o deputado Wladimir Costa informou que vai recorrer da decisão.