Dia 7 de abril haverá paralisação nacional dos médicos que atendem aos Planos de Saúde

No próximo dia 7 de abril, quinta-feira, acontece o Dia Nacional de Paralisação do Atendimento aos Planos de Saúde. A mobilização foi definida pelas entidades médicas nacionais (Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Federação Nacional dos Médicos), em plenária realizada em São Paulo, com a participação de inúmeras entidades, conselhos, sindicatos, associações e sociedades de especialidades.

São três diretrizes nacionais do movimento: organizar a luta por reajustes de honorários, tendo como balizador os valores da CBHPM/ Sexta Edição; exigir a regularização dos contratos entre operadoras e médicos, conforme a Resolução ANS Nº 71 / 2004; e promover ações no Congresso Nacional, visando a aprovação de projetos de lei que contemplem a relação entre médicos e planos de saúde.

As entidades médicas encaminharam cartas à população, aos médicos e às entidades.

As entidades sugerem que as Comissões Estaduais, compostas pelas Associações Médicas, Conselhos Regionais de Medicina, Sindicatos Médicos e Sociedades Estaduais de Especialidades concluam, até o final de março,  uma avaliação da situação econômica com levantamento  dos valores pagos pelos planos de saúde que atuam no estado.

À população, as entidades explicam que a paralisação trata-se de um ato em defesa da saúde suplementar, da prática segura e eficaz da medicina e, especialmente, por mais qualidade na assistência prestada aos cidadãos. O objetivo é protestar contra a forma desrespeitosa com que os médicos e os pacientes são tratados pelas empresas que atuam no setor.

Aos médicos, as entidades médicas pedem a suspensão, no dia 7 de abril, no consultório e em outros estabelecimentos, de todas as consultas e procedimentos eletivos de pacientes conveniados a planos e seguros de saúde, com agendamento para data oportuna.

Em Parauapebas os médicos estão se mobilizando para também participarem do ato. Segundo o Dr. José Roberto, do Hospital de Clínicas de Parauapebas, é inconcebível, por exemplo, que os Planos de Saúde paguem R$25,00 para um profissional passar as visitas no ambulatório enquanto por uma consulta particular o mesmo médico recebe R$50,00. “ A dificuldade de se encontrar um médico que se sujeite aos valores aplicados pelos planos é imensa, pois, mesmo que trabalhe muito menos, no atendimento particular ele é melhor remunerado, além dos valores não serem compatíveis com a responsabilidade que recai sobre o médico. É necessário que a população tenha conhecimento que apenas as consultas e procedimentos eletivos serão paralisados, as urgências e emergências serão atendidas normalmente”, concluiu o médico.

Cerca de 15 Planos de Saúde atendem a população de Parauapebas e região, sendo que os valores pagos aos médicos são regidos por uma tabela elaborada pelos Planos de Saúde, muitas vezes desumana com o profissional. Existem casos em que a pessoa que filma um parto, por exemplo, recebe cinco vezes mais que o médico que o faz.

Com informações do Conselho Federal de Medicina

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