Consórcio assume a PA-150 e Alça Viária a partir de hoje, 1º de julho

Melhorias incluem a duplicação de 66 quilômetros, a adição de mais de 250 quilômetros de novos acostamentos e a criação de 30 quilômetros de terceiras faixas em trechos de 11 municípios

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Leiloada para a iniciativa privada em 15 de março de 2023, a rodovia Paulo Fonteles ou PA-150, passa a ser de responsabilidade do Consórcio Rota Pará, a partir de hoje, dia 1º de julho.

Esta é a primeira concessão estadual de rodovias no Pará, somando 526 quilômetros de vias privatizadas, incluindo o complexo Alça Viária. Com mais de 330 km de extensão, e com acesso ao porto de Vila do Conde, em Barcarena, passando por Tailândia, a PA-150 é uma das mais importantes rodovias para escoamento da produção paraense e do Centro-Oeste do Brasil.

A partir do 13º mês seguinte à assinatura do contrato de concessão, a empresa responsável poderá implementar a cobrança de pedágio, ou seja, a partir do próximo ano. O valor mínimo da tarifa será de R$ 10,10 para veículos da categoria 1, que inclui automóveis, caminhonetes e furgões. O valor a ser pago por veículos pesados ainda não foi informado.

Motos não pagam

As motos serão liberadas de pagar o pedágio, fato inédito no País. O consórcio prevê investimentos de aproximadamente R$ 650 milhões nos primeiros cinco anos de concessão.

As melhorias incluem a duplicação de 66 quilômetros, a adição de mais de 250 quilômetros de novos acostamentos e a criação de 30 quilômetros de terceiras faixas em trechos de 11 municípios.

No mês de junho último, o secretário de Estado de Infraestrutura e Transporte, Adler Silveira, e representantes do Consórcio Rota Pará, se reuniram com os prefeitos da região ao longo da PA-150, para quem explicaram que ao todo serão oito pontos de pedágio entre Marabá e a Alça Viária. Entre as praças de pedágio previstas que serão construídas com prioridade está uma entre Marabá e Jacundá, outra entre Jacundá e Goianésia e as demais no sentido à Alça Viária. Uma troca do asfalto só está prevista para 2026, embora as obrigações de manutenção já estejam vigentes de imediato.

RELEMBRE A PRIVATIZAÇÃO

As rodovias PA-150 e Alça Viária foram leiloadas em março deste ano, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), assinou, em 16 de agosto do ano passado, o contrato de concessão da PA-150 e da Alça Viária com a concessionária que ficará responsável pelas vias nos próximos 30 anos.

Além disso, o contrato prevê a remuneração de outorgas variáveis ao estado ao longo de toda a concessão, em valor total de R$ 450 milhões. “Receberemos a outorga fixa mais as outorgas variáveis, já que o estado do Pará terá participação direta na arrecadação [da concessão] ao longo de todos esses anos”, disse o governador Helder Barbalho.

A expectativa é de geração de 3.000 empregos direitos e indiretos.

Os trechos do subsistema rodoviários leiloados foram:

PA 150, Trecho: Morada Nova – Goianésia do Pará – Entr. PA 475/256 com extensão 333,00 km;

PA 475, Trecho: Entrada PA 150/256 – Entrada PA 252 com extensão 41,60 km;

PA 252, Trecho: Entrada PA 475 – Entrada PA 151/252 com extensão 42,30 km;

PA 151, Trecho Entrada PA 252 – Entrada PA 483/Alça Viária com 21,50 km;

PA 483, Trecho: Acesso Área Portuária Vila do Conde (Barcarena) – Entrada da PA 151/ Alça Viária com extensão 18,60 km.

9 comentários em “Consórcio assume a PA-150 e Alça Viária a partir de hoje, 1º de julho

  1. PAULO ANDRE DIAS CORREA Responder

    Como faz pra conseguir trabalhar no CCO dessa empresa que irá assumir o pedagio

  2. Marcelo B Almeida Responder

    O transporte já está passando por grandes dificuldades esse ano, o ano que vem tende a piorar com esse desgoverno e agora para completar a falência de muitos ainda vão cobrar pedágio, sem contar o outro pedágio né.

  3. George Hamilton Maranhão Alves Responder

    Têm que “botar quente” nesses caminhões pesados que vêm do Mato Grosso csoja e os do sudeste do Pará, carregados de manganês! Danificam o asfalto!

    • Valdeci Luiz Sehn Responder

      Em cima de caminhões chegam todos os produtos que consumimos, vestuário, alimentos, combustível,etc… Todos esses produtos vão sofrer alteração de preço, então quem paga a conta?

  4. Maurício Responder

    Pago 11 mil de Ipva de um caminhão,e agora mais pedágios ,e de acabar com trabalho do transportador!!!

  5. marco Aurélio Responder

    tenho trafegado por estradas com pedágio são diferenciadas são de excelentes qualidades!

    • João Souza Responder

      Nesse caso, então o IPVA é isento certo?

      Esse cara que governa, melhor diz que governa esse Pará é um legítimo ladra*

  6. Riverlan Neves da Costa Responder

    Pagar pedágio para transitar o m uma estrada esburacada,sem sinalização eficaz,cujo a manutenção se faz com materiais de duvidosa qualidade,visto que mal se “tapa um buraco” e o mesmo reaparece dias após o serviço.
    Penso que o Estado,ou no caso,o contrato,deveriam antes tornar a estrada em condições de se pagar pelo referente serviço e não ao contrário.
    Nós paraenses só nós ferramos mesmo.
    Temos as duas maiores Usinas Hidrelétricas do Brasil e pagamos a energia mais cara.
    Agora outra,nossas rodovias estão entre as que mais transportam cargas e vamos ter que pagar pelo chão que pisamos…
    É de fato,uma piada.

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