Conselho da Comunidade e juiz visitam obras da Cadeia Pública de Parauapebas

Previsão de entrega é para abril deste ano. O novo presídio vai custodiar 306 presos em 47 celas, duas delas para pessoas com deficiência e oito individuais
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Após várias paralisações, as obras da Cadeia Pública de Parauapebas foram retomadas e devem ser entregues em abril próximo, quando o presídio passará a receber detentos que hoje estão na carceragem do Bairro Rio Verde. Uma visita ao local, ocorrida na tarde de quarta-feira (27), foi proposta pelo Conselho da Comunidade que, por meio de seu presidente, o advogado   Hélder Igor, convidou o juiz de Direito Ramiro Almeida Gomes, titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parauapebas, e o diretor da carceragem de Parauapebas, Murilo Barbosa de Sousa, para checar se será possível cumprir o cronograma de entrega, conforme o andamento dos trabalhos.

A equipe foi recebida pelo engenheiro civil Carlos Henrique Cunha, responsável técnico pela obra, que acompanhou os visitantes mostrando os detalhes do presídio: 37 celas com capacidade para 8 detentos cada uma; 8 celas individuais; mais duas celas para pessoas com deficiência, o que possibilita receber 306 presos.

 Carlos Henrique confirma a entrega da obra para abril, caso o cronograma seja cumprido à risca. “A única possibilidade que pode mudar os planos são as chuvas. Mas, estamos nos esforçando para que consigamos cumprir as metas”, planeja Carlos Henrique, falando da obra que está sendo executada pela empresa CHR Engenharia e Construções.

A estrutura do presídio também é condizente com a forma de trabalho do diretor da carceragem Murilo Sousa, que tem incentivado os detentos a buscar qualificação em cursos profissionalizantes, mesmo em salas improvisadas no limitado espaço da atual carceragem. “No novo presídio, com as salas mais amplas, poderemos fazer mais em favor dos detentos que poderão deixar a prisão com capacidade profissional que os possibilite viver fora do mundo do crime”, afirma Murilo.

Já para o juiz Ramiro Almeida, o presídio melhorará também a atuação do Poder Judiciário, que poderá ter melhor acesso aos presos que atualmente cumprem pena em presídios de outros municípios. “Fica dispendioso para nós, tanto em tempo quanto em recurso, lidar com a situação de presos que precisam comparecer a audiências ou até mesmo responder por um segundo processo, já cumprindo pena em outras cidades”, explica Ramiro, enfatizando ainda o conforto para as famílias cujo parente que cumpre pena em outros presídios, sendo removido para a cidade.

Os membros do Conselho da Comunidade ficaram surpresos com o que viram, principalmente por lembrar das muitas cobranças para que a obra fosse retomada. De acordo com Hélder Igor, agora é torcer para que, tão logo seja concluída a obra, esta seja inaugurada e possa funcionar dentro do que é previsto na Lei de Execuções Penais. “Continuaremos fiscalizando e propondo melhorias”, afirma Hélder.

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