Comitê Carajás: a irresponsabilidade estampada na figura de seu presidente

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

Sim, o menino agora passou dos limites. Extrapolou!

Em outubro de 2008, logo após ver sua pretensão de ser prefeito de Parauapebas, onde se apresentava como a voz dos maranhenses, ir por água abaixo, Rui Hidelbrando Alves Santos, um jovem maranhense que militou nos movimentos estudantis em Parauapebas, cria a “ONG” intitulada Comitê Carajás. Segundo o site da mesma, para “postar diante da sociedade os caminhos necessários para alcançarmos a Liberdade de nosso povo através da criação do estado o CARAJÁS”.

O site, mais parece um Comitê Eleitoral do presidente. Os nomes de outros membros, só aparecem no Estatuto, no restante, são atuações do presidente por todo o sul e sudeste do Pará, suas aparições e viagens à Brasília pra falar a respeito da criação do novo Estado.

Falando ininterruptamente em nome da população que envolve o projeto de criação do novo Estado (e aqui eu sou mais um que quer saber quem lhe conferiu esse direito, ou o nomeou  para tal fim), Rui se expressa como um indignado habitante da região que, não suportando mais o descaso e a inércia das autoridades políticas que governam e governaram o Pará, propõe a criação do Carajás, como se essa fosse a única alternativa e que todas as outras tivessem se esgotado.

O “salvador do povo sul paraense” não tem papas na língua, atira sua ira a todos como se fosse uma metralhadora giratória. Não respeita autoridades constituídas e, em sua maioria, políticos que não querem ter seus nomes vinculados ao dele e que por este motivo se mantém afastados do “projeto”, são bombardeados pelo rapaz em frase de efeito, que me faz lembrar a era comunista, quase sempre recheada de uma péssima concordância verbal e muito mau gosto. Chega a reservar, no site, espaço para os que são nomeados por ele “políticos do bem” e “sabotadores do movimento”, em um total desrespeito ao direito democrático de escolher suas bandeiras.

Pois bem, leio agora que tal comitê prenuncia fazer uma vigília de 72 horas pela criação do Carajás e pra tanto promete interditar estradas, pontes e a ferrovia no sul do estado do Pará. Convoca a classe política para mostrar a cara e a população pra que faça “pressão social” pela decisão por um plebiscito imediato, já que o povo está cansado de esperar. Essa vigília terá início em 16 de novembro, segunda-feira.

Ora Rui Hidelbrando, será que você, e quem o apóia, pensam que todos os moradores do sul e sudeste do Pará são favoráveis a criação do Carajás? Será que esses moradores, favoráveis a esta criação, querem ver interditadas estradas e a ferrovia? Será que o senhor não lê jornais e não teve conhecimento de recente manifestação do judiciário que autorizou a prisão de membros do MST que justamente interditaram a PA-150?

Procure fazer, Sr. Rui, uma prestação de contas do dinheiro que já foi arrecadado por este comitê. Conte-nos onde está sendo gasto todo o dinheiro que lhe foi repassado por comerciantes bem intencionados que desejam, assim como eu, a criação do Estado do Carajás.

Lutar de forma truculenta e impetrar a criação do Carajás na base do descumprimento das leis não me parece o certo. Posiciono-me veementemente contrário aos atos ilícitos propostos pelo comitê, execrados pela grande maioria da população, em prol de atender o egocentrismo radical de um político anódino que só busca manter-se em evidência e para tanto vem usando de mentiras e recursos de terceiros em um total descumprimento dos princípios democráticas e sociais.

01vassoura

Usar o seu tempo disponível no sentido de mostrar aos eleitores a necessidade de fortalecer a representatividade nos parlamentos com pessoas ligadas à causa ou da região é o modo correto de começar essa missão.

Desprestigiar e denegrir políticos regionais de renome já avaliados pelas urnas, e/ou incitar a população ao cometimento de atos errôneos e ilegais não deveriam ser os meios para se chegar ao final dessa luta que culminará com a criação do Estado do Carajás. Os fins, não justificam os meios.

Publicidade