Coca-Cola na mesa do paraense

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A engarrafadora de refrigerantes Compar aposta em redução de custos para dobrar de tamanho até 2020 e se manter na liderança no Estado do Pará

Controlada pelo grupo Simões, de Manaus, um dos mais poderosos conglomerados empresariais do Norte do País, com um faturamento de R$ 2 bilhões, a Companhia Paraense de Refrigerantes (Compar) se tornou a distribuidora número 1 da Coca-Cola no Pará e uma das principais engarrafadoras da marca americana na região. Com uma receita de R$ 397 milhões em 2012, alta de 19% em comparação ao ano anterior, a Compar é a vencedora do ranking do setor de bebidas de AS MELHORES DO MIDDLE MARKET. E uma das mais rentáveis: no ano passado, a empresa registrou na última linha do balanço um lucro de R$ 65 milhões, um crescimento de 44% sobre o período anterior.

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Literalmente, a Compar andou na contramão do mercado nacional de bebidas. Acostumado a crescer a taxas superiores a dois dígitos, o volume de fabricação de refrigerantes e cervejas caiu 3,3% e 2,4%, respectivamente, de acordo com o Sistema de Controles de Produção de Bebidas (Sicobe) da Receita Federal. “A inflação e os impostos para o nosso setor realmente atrapalham”, diz Aristarco Neto, presidente do Grupo Simões. “Mas isso nos estimulou a otimizar ainda mais nossos custos e trazer mais saúde financeira para a empresa.” A receita do sucesso da Compar vai além de água gaseificada, açúcar e xarope, necessários para a produção dos refrigerantes da Coca-Cola. 

Na segunda metade dos anos 1960, o empresário Antônio Simões, com experiência no setor alimentício, dono de uma padaria e de uma fábrica de massas, enxergou o potencial de consumo dos produtos Coca-Cola, que passavam pelas suas caixas registradoras e acompanhavam as massas que ele mesmo produzia. Ele percebeu que era um filão a ser explorado e, com a ajuda de dois sócios, Petrônio Pinheiro e Osmar Pacífico, iniciou as conversas com a fabricante americana. A abertura da Zona Franca de Manaus, em 1967, representou o empurrão definitivo na tomada de decisão para a construção da fábrica da Brasil Norte Bebidas, primeira franquia da Coca-Cola na região, inaugurada três anos depois. 

A experiência agradou tanto à empresa americana que o Grupo Simões foi convidado, em 1976, a assumir o engarrafamento da marca, em Belém, com a criação da Compar, responsável por 30% do seu faturamento. Por contrato, a Compar, que pretende dobrar de tamanho até 2020, não pode expandir os seus negócios para outros Estados, mas essa condição parece não reduzir seus sonhos de expansão, que poderiam se dar através da aquisição de outras engarrafadoras regionais. “Temos muito a crescer antes de cogitarmos a possibilidade de extrapolar fronteiras”, afirma Neto.

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Fonte: Istoé Dinheiro