Casa da Cultura de Marabá inaugura Núcleo de Arqueologia e Etnologia

Na oportunidade a fundação também comemorou o aniversario de 35 anos de criação, cuja data transcorreu em 15 de novembro último
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Na noite de ontem, quarta-feira (11), a Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM) inaugurou o Núcleo de Arqueologia, Etnologia e Educação Patrimonial, marcando assim seus 35 anos de fundação, completados no dia 15 de novembro passado. A obra, orçada em R$ 850.224,80 e edificada com recursos próprios da Prefeitura de Marabá, vai abrigar todo material colhido e catalogado nessas três décadas e meia e que se constitui o resgate da memória da região, por meio do acervo arqueológico e etnológico.

O novo prédio da FCCM tem área construída 336 metros quadrados, com total de 12 cômodos, salas especiais e totalmente equipadas para pesquisa, análise e documentação de peças e arquivos arqueológicos e etnográficos.

O prédio tem ainda sala de educação patrimonial para abrigar pesquisadores que trabalham com os segmentos relacionados aos estudos arqueológicos da cultura material e imaterial.  Dispõe também de sala de triagem para receber e acondicionar o material arqueológico, além disso, conta com uma reserva técnica de Arqueologia com quase 200 metros quadrados e uma de Geologia, com cerca de 50 metros quadrados.

O núcleo também conta com um laboratório de última geração que provavelmente se tornará referência na região Norte. Tem amplo espaço, com área de curadoria, tratamento de material, lupas e microscópio, banco de dados para reserva técnica, computadores e amplo espaço para trabalho.

A mesa dos trabalhos foi composta pelo prefeito Sebastião Miranda Filho (PSD) – Tião Miranda; pela presidente da FCCM, Vanda Américo Gomes; pelo ex-prefeito Paulo Bosco Jadão; pela vereadora Priscila Veloso; pelo arqueólogo Marlon Prado; pelo representante do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio, Douglas Costa; pelo  secretário municipal de Indústria, Comércio, Ciência, Tecnologia, Mineração e Turismo, Ricardo Pugliese, e pelos representantes da mineradora Vale, Luiz Veloso e  Saulo Lobo.

Bosco Jadão, que governou Marabá em 1983 e 1984, discursou e voltou no tempo. Disse que uma de suas preocupações era preservar a cultura de Marabá e, naquela ocasião, a saída encontrada foi fundar a Casa da Cultura.

Contou que, para tomar conta da nova instituição, o biólogo Noé von Atzingen, que veio a Marabá com o Projeto Rondon e aqui reuniu os universitários marabaenses que estudavam em Belém para fundar o Grupo Gema, já pesquisava a História de Marabá.

“Ele, com muita dedicação e com muito amor, administrou a Casa da Cultura. E ele me dizia sempre, prefeito Tião Miranda, que depois de mim, só você como prefeito o ajudava”, disse Jadão, dirigindo-se ao prefeito de Marabá.

O ex-prefeito lembrou ainda que quando a ex-vereadora Vanda Américo foi nomeada para presidir a instituição, ele ficou feliz, tão contente que foi até a casa dela e disse: “Você tem competência para dar continuidade ao trabalho do Noé e fazer muito mais”. “E aí está, fazendo muito mais e vai continuar fazendo com o apoio do prefeito Tião Miranda”, complementou

Vanda Américo, por se turno, referindo-se ao núcleo que estava sendo inaugurado, afirmou não querer mais, que as empresas que ganham salvamento de arqueologia, de sítios arqueológicos levem para outros lugares, outros Estados, outras reservas.

“Esses acervos têm de ser guardados em Marabá, isso tem de ser uma condicionante dentro dos novos projetos da Vale. Porque, uma reserva desta grandeza, desta natureza, região Norte nenhuma tem”, pontuou a presidente da FCCM.

Na oportunidade, Vanda agradeceu ao prefeito de Marabá, Tião Miranda, pelo compromisso dele com a preservação da história do município, traduzido no apoio à Casa da Cultura, destacando: “A importância de momentos como este é muito grande, porque daqui a 50 anos, essa reserva vai estar aí”.

Em seu discurso, o prefeito Tião Miranda elogiou a administração de Vanda Américo à Frente da FCCM e destacou a importância do trabalho de preservação da memória arqueológica e etnológica do município. “Nós temos que, realmente, valorizar a cultura. Porque a cultura representa o que o povo foi e o que o povo será”.

Por Eleuterio Gomes – de Marabá

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