Canaã dos Carajás dá salto na balança comercial e encosta em Parauapebas

“Terra Prometida” vai filar a boia da “Capital do Minério de Ferro” não vai demorar muito tempo. Na métrica da economia mineral, o S11D, projeto erguido em Canaã, é negócio mais rentável do globo.
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Ele chegou. Canaã dos Carajás entrou, em janeiro deste ano, para o pelotão dos dez maiores exportadores de commodities do Brasil. E o Blog do Zé Dudu, não faz muito tempo, havia cantado a pedra de que, em poucos meses, o segundo maior produtor de minério de ferro do país alçaria voos sensacionais, do ponto de vista da economia nacional. A confirmação saiu na manhã desta quinta-feira (7), na divulgação dos dados fechados da balança comercial por município do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Com 294,74 milhões de dólares exportados em commodities, Canaã dos Carajás foi o 8º município que mais exportou no país em janeiro. Nunca antes esteve entre os dez principais — e parece que chegou para ficar. Atento à dinâmica socioeconômica da região, o Blog também chamou atenção para o fato de que Canaã dos Carajás, em pouco tempo, vai ultrapassar Parauapebas na balança. E tudo caminha para tal.

Em janeiro, a “Capital Nacional do Minério de Ferro” exportou 412,75 milhões de dólares e ficou em 6º lugar no Brasil. Sua distância em relação à “Terra Prometida” diminui consideravelmente, sem contar que Parauapebas tem perdido posições no topo da balança, após um período de ouro, entre 2013 e 2015, em que ficou por vários meses consecutivos em 1º lugar nacional. Em janeiro, o ranking é dominado pelas exportações originadas em Rio Grande-RS (1,45 bilhão de dólares), Duque de Caxias-RJ (1,18 bilhão de dólares), São Paulo-SP (810,48 milhões de dólares), Rio de Janeiro (670,15 milhões de dólares) e Guaíba-RS (430,93 milhões de dólares).

Entre os gigantes da exportação nacional, outros dois paraenses marcam presença: Marabá, com 170,96 milhões de dólares transacionados, e Barcarena, com 120,19 milhões de dólares.

Minério de ferro

Os embarques do minério de ferro saído de Parauapebas responderam por 95% das exportações originárias do município. Em janeiro, a mineradora multinacional Vale realizou a extração de 8,64 milhões de toneladas de minério, que renderam 392,68 milhões de dólares.

Em Canaã dos Carajás, a multinacional extraiu 5,4 milhões de toneladas que renderam 243,64 milhões de dólares. E em Curionópolis foram extraídos 245 mil toneladas, que perfizeram faturamento de 11,07 milhões de dólares.

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