Assassinato de Décio Sá: "Não faz isso, não!", teria dito o jornalista após primeiro tiro

Quatro suspeitos de envolvimento na morte do jornalista maranhense Décio Sá já foram presos desde a noite desta quarta-feira. A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira pelo secretário estadual …

imageQuatro suspeitos de envolvimento na morte do jornalista maranhense Décio Sá já foram presos desde a noite desta quarta-feira. A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira pelo secretário estadual de Segurança Pública, Aluísio Mendes.

Os nomes dos presos só serão divulgados quando a polícia terminar as investigações e tiver certeza da ligação deles com o crime. “Essas informações ainda são muito prematuras para serem divulgadas. Nós temos, sim, suspeitos e alguns estão detidos. Não queremos comprometer a investigação e nem cometer alguma injustiça com inocentes”, alertou Joelson Costa, investigador de polícia do Maranhão.

Ainda segundo a polícia, ligações para o Disque-Denúncia ajudaram no cerco aos suspeitos. Um deles já foi identificado como ex-presidiário e há indícios de que ele teria ajudado o assassino de Décio a fugir do local. Ele foi detido nesta quinta-feira.

A investigação ainda está na fase inicial e a polícia aguarda análise das impressões digitais deixadas em um carregador de balas que o criminoso deixou cair. “Vamos poder localizar a origem da arma pelo número de série do carregador e identificar o lote de munição de onde saíram as balas que mataram o jornalista”, disse Mendes.

Décio Sá é o quarto jornalista assassinado no Brasil só este ano.

O Disque-Denúncia do Maranhão oferece R$100 mil para quem ajudar no deciframento da morte do jornalista pelos telefones (98)3223-5800 e 0300 313 5800.

Pedido de clemência
Segundo a dona do bar onde Décio Sá foi assassinado, Jackcilene Moreira, o jornalista ainda pediu por clemência ao levar o primeiro tiro. Ele teria levantado o braço e gritado “Não faz isso, não!”. Testemunhas oculares contam que ao chegar ao bar Estrela do Mar, o blogueiro pediu uma comida e ficou tomando cerveja enquanto esperava, sozinho em uma mesa. O assassino teria entrado, identificado-o e atirado nele pelas costas. As pessoas ficaram apavoradas e saíram correndo. “Era mesa virada pra todo lado, pedaços do cérebro dele espalhados, um horror”, contou Jackcilene. Ela ainda revelou que o garçom que estava trabalhando no momento está traumatizado, dizendo que não quer mais voltar a trabalhar.

Com informações de SRZD e Meionorte.com

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