No segundo semestre do ano passado, quando o atual governo municipal completava pouco mais de 200 dias, uma pesquisa revelava o que há de pior em uma gestão: a má avaliação política-administrativa.
Valmir Queiroz Mariano, eleito há pouco com larga vantagem sobre seu opositor principal por uma população que clamava por mudança, não conseguia emplacá-la. Índices que beiravam aos 80 pontos mostravam seu governo como um dos mais mal avaliados do Brasil.
Mudar era preciso. Nenhum governo, por mais benevolente que seja o povo, suporta rejeição tão alta.
No mês passado, uma nova pesquisa foi encomendada por um dos tantos candidatos à uma vaga no legislativo federal. Como sempre, essas pesquisas buscam informações que ajudem na condução da campanha. Para tanto, são avaliados os governos municipais, estaduais e federal.
Desta feita o prefeito Valmir Mariano, se não apresenta uma avaliação como a esperada, aparece dentro da normalidade política brasileira. Aqueles índices horrorosos de outrora ficaram no passado e o prefeito tem a plena confiança de pouco mais de 60% da população ouvida.
Quer dizer que Parauapebas está uma belezura? Poderiam questionar alguns céticos que têm a política como meio de vida.
Não, jamais!
Parauapebas, assim como o Brasil, vem melhorando dia a dia. Muita coisa ainda há por ser feito. Precisamos melhorar a saúde, apesar das duas UPA’s que estão sendo construídas, da entrega do SAMU e de novas ambulâncias. Precisamos melhorar a educação, mesmo que já tenham sido inaugurados nove novas escolas, creches e adquiridos mais de cem ônibus para o transporte escolar. Precisamos, urgentemente, investir em alternativas de geração de emprego e renda para que o município não dependa exclusivamente do ferro de Carajás e das empresas que aqui se instalam em virtude dele.
Continuo confiante que dias melhores virão. Continuo torcendo para que o prefeito Valmir e seu staff consigam implantar as mudanças prometidas durante a campanha. Parauapebas está longe de ser considerada uma belezura, todavia, tem potencial para ser a vitrine do Norte. E será se houver comprometimento de todos.





