Arquivado por outubro 2008

REQUISIÇÃO DE COMBUSTÍVEL PODE DAR CASSAÇÃO DE CANDIDATO

O MPE (Ministério Público Eleitoral) pediu ontem a cassação do candidato à Prefeitura de Manaus, o ex-governador Amazonino Mendes (PTB) e de seu vice, o deputado federal Carlos Souza (PP), por suposta compra de votos.

Na véspera do primeiro turno, a Polícia Federal apreendeu em um posto de combustível, 419 requisições de carros já abastecidos com 20 litros de gasolina cada um. Nas requisições havia a frase “eleições 2008-Amazonino Mendes”.

Amazonino disputa o segundo turno domingo com o prefeito Serafim Corrêa (PSB).

A Justiça Eleitoral determinou a abertura do inquérito pela PF na semana passada. O caso foi descoberto após denúncia de partidários de Omar Aziz (PMN), derrotado no primeiro turno, mas que apóia Amazonino no segundo turno.

No posto de combustível, que foi lacrado, agentes federais encontraram 300 carros que seriam abastecidos, supostamente para transportar eleitores.

Hoje, a juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, que preside as eleições de Manaus e vai julgar a ação, disse à reportagem que Amazonino e Souza foram notificados para a defesa. O MPE pede ainda multa de R$ 50 mil aos candidatos como punição pela suposta captação ilícita de votos e gastos ilegais com verba de campanha.

O advogado da coligação de Amazonino, Daniel Nogueira, disse que a Justiça Eleitoral vai chegar à conclusão de que não existe irregularidade, pois a gasolina era para carros de fiscais do partido.


Fonte: Folha on line

RIBITA ASSUME NOVAMENTE A PREFEITURA DE CANAÃ.

Joseilton Nascimento, o Ribita, prefeito de Canaã dos Carajás que havia sido afastado do cargo por decisão da Câmara Municipal(Decreto Legislativo 08/08), retornou ontem (23) ao cargo e já está despachando na Prefeitura. A volta de Ribita foi autorizada pela Juíza substituta, Drª Andréia da Silva Brito, que suspendeu o ato da Câmara que cassou Ribita e determinou o imediato retorno do Prefeito Eleito. Nesse momento está acontecendo, na prefeitura, um ato ecumênico com a participação de Ribita, diversos funcionários e colaboradores da prefeitura.

COINCIDÊNCIAS. . . ?

As informações que se seguem são verídicas e confiáveis.

Abraham Lincoln se elegeu no Congresso em 1846.

Abraham Lincoln se elegeu presidente em 1860.

John F. Kennedy se elegeu no Congresso em 1946.

John F. Kennedy se elegeu presidente em 1960.

Os nomes Lincoln e Kennedy são compostos de 7 letras.

Os dois foram grandes defensores dos direitos Humanos.

As esposas dos dois presidentes perderam filhos enquanto moravam na Casa Branca.

Os dois presidentes foram assassinados com uma bala na cabeça.

Os dois presidentes perderam a vida numa quarta-feira.

A secretária de Lincoln se chamava Kennedy.

A secretária de Kennedy se chamava Lincoln.

Os dois presidentes foram assassinados por “sulistas”.

Os dois presidentes tiveram como sucessor um “sulista”.

Os nomes dos sucessores eram compostos por 7 letras, e os dois se chamavam Johnson.

Andrew Johnson, que sucedeu Lincoln, nasceu em 1808.

Lyndon Johnson, que sucedeu Kennedy, nasceu em 1908.

John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839.

Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939.

Os dois assassinos eram conhecidos por seus três nomes.

O total de letras do nome de cada um era de 15.

Lincoln morreu dentro de um cinema chamado ”Kennedy”.

Kennedy morreu num carro chamado “Lincoln”.

John Wilkes Booth fugiu do cinema e foi preso em um edifício.

Lee Harvey Oswald fugiu de um edifício e foi preso num cinema.

Booth e Oswald foram assassinados antes do julgamento …

Uma semana antes de ser assassinado, Lincoln estava de férias em Monroe, Maryland.

E agora, o mais surpreendente …

Uma semana antes de ser assassinado, Kennedy estava de férias com Marilyn Monroe.

Tudo isso é só coincidência … ?

Não será possível que nosso mundo seja guiado por forças que na realidade nós não conhecemos … ?

… um tanto obscuras …

A verdade e a realidade são, provavelmente …

VEJA

Exigências do seqüestrador para libertar um refém na China:

- Tenho 3 exigências ou mato o rapaz!

Negociadores chegam ao local pela janela ao lado para cumprir as exigências.

Negociador em posição . Inicio das negociações. Negociações concluídas. Caso encerrado.

No Brasil a rua seria fechada,com 25 viaturas, 60 PMs despreparados, a negociação duraria 36 horas, junto com toda imprensa, Direitos humanos para bandidos, o preso se entregaria como herói, custaria milhões para ter um julgamento, cama, comida e boa vida na cadeia por muitos anos pagos por nós.

Entendeu por quê os produtos dos chineses são mais baratos que os nossos?

AMAZONPEC

Depois de visitar alguns municípios paraenses, o ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República Roberto Mangabeira Unger participará do Encontro Internacional de Pecuária da Amazônia – Amazonpec, em Belém, na próxima semana, no hangar Centro de Convenções.

ENCONTRO ENTRE JADER E PUTY

- Olha, rapaz, sei que tu és inteligente, tens até universidade, mas não subestime minha experiência. Sei que o comando do governo está investindo no Duciomar. Duciomar você sabe quem é, não?

Essa frase, de Jáder Barbalho, todo-poderoso cacique do PMDB, foi dita à Cláudio Puty, Chefe da Casa Civil do governo Ana Júlia e quem fala por ela, segundo os mais próximos do governo.
O encontro entre os dois se deu para que fossem discutidos os cargos que o PT (DS), o PT da Ana Júlia, levaria em um possível governo peemedebista com Priante vencendo as eleições para a prefeitura de Belém.
Pois é.
Não seria nem necessário Jáder Barbalho ter a experiência que tem na política para perceber, pressentir e constatar o óbvio: que o governo Ana Júlia – no seu seio, no seu âmago, no seu centro, no seu núcleo – jamais iria para as esquinas de Belém desfraldar bandeiras e bandeirolas da campanha de Priante, em obediência à deliberação formal do PT em apoio ao candidato peemedebista.
Leia mais no blog do Espaço Aberto

GREVE DOS BANCÁRIOS CHEGA AO FIM

Depois de 15 dias, a greve dos bancários chegou ao fim em grande parte do país. Grevistas de cidades como Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Belém e São Paulo se reuniram nesta quarta-feira (22) em assembléias e decidiram aceitar a proposta apresentada na terça (21) pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

A categoria vai receber aumentos diferenciados por faixas etárias. Apenas os empregados da Caixa Econômica Federal continuam parados.Pelo acordo, os bancários que recebiam remuneração fixa mensal até R$ 2.500, em 31 de agosto deste ano, vão ter reajuste de 10%. Aqueles que ganhavam, na mesma data, salários superiores a R$ 2.500 serão aumentados em 8,15%. Esses percentuais vão incidir sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que é de 90% sobre o valor do salário.
O comando dos bancários avaliou que as últimas propostas apresentadas pelo representantes bancos tiveram avanço. Embora não atendessem a todas as reivindicações dos trabalhadores, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) defendeu a aprovação do acordo.
Em nota, a Contraf afirmou que a “greve foi muito forte e unitária em todo o país, forçando os bancos a melhorar a proposta na mesa de negociação”. Em algumas cidades, os empregados da Caixa continuam em greve. Eles têm reivindicações diferentes daquelas apresentadas pelos demais bancários. Nesta quinta-feira (23), os funcionários da Caixa realizam assembléias para discutir os rumos do movimento na instituição.
Fonte: Panorama Brasil

DIA DO FUNCIONÁRIO PÚBLICO É ANTECIPADO POR DECRETO

O Decreto 1.344, de 14 de outubro de 2008, publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 15, antecipa para segunda-feira (27) as comemorações pelo Dia do Funcionário Público (28), facultando o expediente nos órgãos das administrações direta e indireta no dia 27 de outubro.O ponto facultativo coincide com a realização do “Recírio”, procissão que encerra a festividade de Nossa Senhora de Nazaré. Nos órgãos de arrecadação, saúde pública e defesa social haverá escala de serviços, para garantir o atendimento à população.

NOVOS POSTOS DO INSS NO PARÁ

O ministro da Previdência Social, José Pimentel, afirmou esta semana que o presidente Lula deve assinar nos próximos dias um decreto para ampliar a rede de atendimento da Previdência Social.
O intuito é abrir postos de atendimento em todas as cidades com mais de 20 mil habitantes até 2011.Pela previsão do ministério, o Pará passará das 27 unidades atuais para 74, aumentando a abrangência da rede previdenciária a 118 municípios. A expansão prevê a criação de 715 novas agências fixas, que passariam das atuais 1.110 para 1.825 unidades.

Fonte: Marabá Notícias.

ÁGUIA PERDE NO RIO DE JANEIRO

A equipe do Águia de Marabá foi derrotada hoje pela equipe do Duque de Caxias (RJ) pelo placar de 1×0. O gol do time carioca foi marcado pelo jogador Alan, de falta, aos 4 minutos do primeiro tempo. O restante das partidas do octogonal decisivo da Série C do Campeonato Brasileiro acontecerão logo mais à noite. Resta aos torcedores do Águia rogar a Deus para que os mandantes dos jogos de hoje vençam suas partidas, fato que manterá o time de Marabá na terceira colocação da tabela. Confira aqui os melhores momentos da partida.

Atualização
: Terminada a rodada, o Águia foi beneficiado e caiu apenas uma posição, é o quarto. O interessante é que o Campinense tem exatamente os mesmos números do Águia. Porém, se o campeonato terminasse hoje, o Águia seria o classificado por ser a equipe mais disciplinada.

Outros resultados: Brasil 4 x 0 Campinense, Confiança 2 x 1 Guarani, Rio Branco1 x 2 Atlético.


Classificação: 1º – Atlético (12), 2º – Guarani (10), 3º – Confiança (10), 4º – Águia (10), 5º – Campinense (10), 6º – Brasil (9), 7º – Duque de Caxias (7), 8º – Rio Branco (1).

CANAÃ DOS CARAJÁS – NEPOTISMO

O novo prefeito de Canaã dos Carajás, Misael Geraldo de Carvalho (PSB), que era o vice de Ribita e assumiu o cargo com a cassação do mesmo, exonerou todos os secretários da administração Ribita e nomeou novo secretariado. Na contra-mão do que vem solicitando a Justiça, dentre os novos, vários parentes:

o genro – Léo Ferreira de Castro (Sec. de Obra);

as filhas Leila e Patrícia Carvalho para Secretária de Gabinete e Secretária de Educação, respectivamente;

uma cunhada da filha, Simone Aparecida Souza (Sec. de Meio Ambiente);

um primo, Noel Cirino de Carvalho (Sec. de Esporte);

dois cunhados, Cristiano Moreira de Souza (Sec. de Produção) e Alex Sander Tavares Izidoro ( Sec. de Saúde);
além de nomear o Sr. José Gregório da Silva (Sec. de Transportes) e esposa Sra. Maria Irapuã Ferreira Mendes para Chefia de Gabinete.

É mole ou quer mais?
Outro ato do novo prefeito, foi aumentar o repasse da Câmara em quase 30%, passando de R$170.000,00 / mês para R$220.000,00 / mês

DISCURSO DE BEL MESQUITA

Discurso pronunciado pela
Deputada BEL MESQUITA (PMDB/PA),
na Sessão de 22 de outubro de 2008.

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,

Subo hoje a esta tribuna para falar de um tema da maior importância para todos nós, brasileiros e democratas: a necessidade de uma ampla reforma política. Gostaria de realizar um breve balanço das últimas eleições municipais, de forma que possamos refletir, de um modo mais minucioso do que tem sido realizado pela imprensa, a respeito do funcionamento de nossa democracia representativa e da necessidade de retomarmos o debate sobre da Reforma Política.

Nas últimas eleições municipais, concorri, pelo meu partido, o PMDB, à Prefeitura do Município de Parauapebas, cargo que tive a honra de exercer por dois mandatos, obtendo, neste pleito 27.247 votos, ou 40,12% dos votos válidos, mas não logrando obter a eleição, que ficou com o atual prefeito do município.

Localizado na região sudeste do Estado do Pará, esse município é hoje um dos mais importantes da região amazônica, contando com cerca de 150 mil habitantes e exibindo notável desenvolvimento econômico e social, pois sua população cresceu mais de dez vezes entre 1981 e 2004.

Tal crescimento exuberante pode ser explicado pelo fato de que sua economia em muito se beneficiou da implantação do projeto de exploração de minérios de ferro, ouro, manganês e com a construção da Estrada de Ferro Carajás, configurando-se numa região de atração de migrantes que impactou no aumento populacional, provocados pelos programas de reforma agrária e colonização, ambos implementados pelo governo federal no curso das últimas décadas.

Como muitos outros municípios médios do país, que contam com mais de 100 mil habitantes e que exibiram, nos últimos anos, notável crescimento populacional e econômico, Parauapebas possui problemas decorrentes dessas transformações sociais aceleradas, o que exige, dos administradores públicos, acurada atenção para o equacionamento de suas questões específicas, seja por meio da busca dos recursos necessários à promoção de seu desenvolvimento econômico e social ou pelo cuidado na alocação dos recursos recebidos de outras esferas, como a União e os Estados, por intermédio de inúmeros programas públicos de abrangência nacional.

Acredito, Sr. Presidente, ancorada em minha experiência pessoal na vida política do país, seja como Prefeita de Parauapebas ou Deputada Federal, que a visibilidade pessoal dos candidatos perante a opinião pública é, no contexto do financiamento privado das campanhas eleitorais vigente no país, muito mais importante do que os méritos administrativos e políticos construídos no transcurso dos mandatos eletivos.

Nesse sentido, o acesso aos recursos privados e o apoio significativo angariado entre os tradicionais financiadores das campanhas eleitorais contribui, decisivamente, para a construção de uma “imagem pública” dos candidatos, imagem essa que, muitas vezes, não corresponde à verdade dos fatos, mas que é aceita pelo eleitorado em função da avassaladora presença das técnicas de marketing utilizadas nas modernas campanhas eleitorais.

Sabemos que essas disparidades de acesso aos recursos econômicos não afetam apenas as eleições municipais, mas são intensificadas nas campanhas nacionais para Presidente da República e nas disputas para Governador, Senador e Deputado Federal, que se realizam em dimensões muito maiores do que as de um município e que, por isso, envolvem gastos com a produção da propaganda partidária na TV, viagens, elaboração de material de campanha, comícios, entre outros gastos.

A cada dois anos, com a repetição sistemática das disparidades de poder entre os candidatos, fica evidente que o financiamento privado das campanhas eleitorais deturpa, profundamente, o sentido da representação política no Brasil e o funcionamento de nossa democracia, pois os detentores de mandato eletivo que são capazes de angariar vultosas quantias oriundas do financiamento privado estarão muito mais comprometidos, no momento de sua atuação, com aqueles que custearam seus gastos do que com o cidadão que depositou nele seu voto de confiança.

Como é do conhecimento de todos, em especial, dos meus colegas parlamentares que enfrentam o problema com os gastos excessivos de suas campanhas eleitorais, a questão do financiamento público é fundamental para que possamos aperfeiçoar os procedimentos envolvidos no processo eletivo.

Para enfrentarmos esse problema estrutural de nosso sistema político, essa Casa já conta com significativa experiência, estudos e discussão acumulada a respeito do financiamento público das campanhas eleitorais.

Sei dos esforços dos meus colegas do PMDB, deputados Ibsen Pinheiro (RS) e Francisco Rossi (SP), designados pelo nosso partido para aprofundar estudos sobre a reforma e buscar o consenso junto às bancadas de outras legendas, mas é preciso acelerar esse processo.

Desde 2003, quando foi criada uma Comissão Especial para debater a questão da Reforma Política no país, inúmeros Projetos foram elaborados e debatidos na Câmara dos Deputados, sendo o PL 2.679, de 2003, a origem de várias propostas que se concentraram no financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais.

O referido Projeto, que institui o financiamento público exclusivo das campanhas, estabelece que, nos anos eleitorais, a lei orçamentária anual e seus respectivos créditos adicionais destinarão ao financiamento das campanhas eleitorais dotação de valor equivalente ao número de eleitores do país, multiplicado por R$ 7,00.

Nas eleições de 2008, segundo dados do TSE, 130 milhões de eleitores estavam aptos a votar, o que significa dizer que o financiamento público destinará, aos partidos políticos envolvidos nas campanhas eleitorais, cerca de R$ 910 milhões, a serem distribuídos de acordo com os critérios estabelecidos na própria lei eleitoral.

Segundo os critérios previstos no Projeto 2.679/03, 1% dos recursos, ou seja, R$ 9,1 milhões, seriam distribuídos de forma igualitária entre as 29 agremiações registradas no Tribunal Superior Eleitoral; 14% do total, ou R$ 127,4 milhões, seriam distribuídos entre todos os partidos com, pelo menos, um representante na Câmara dos Deputados; finalmente, 85% dos recursos, ou R$ 773,5 milhões, seriam distribuídos de forma diretamente proporcional ao número de Deputados eleitos pelos partidos nas últimas eleições para a Câmara Federal.

Dessa maneira estaríamos contemplando, de forma justa e democrática, a força relativa dos partidos políticos existentes no país, distribuindo os recursos de forma altamente vinculada ao número de seus representantes na Câmara dos Deputados, sem que deixemos de destinar, por outro lado, recursos que possibilitem às pequenas agremiações aumentarem o seu espaço de representação, de forma a conquistar maior fatia dos recursos orçamentários destinados às campanhas eleitorais.

Portanto, Sr. Presidente, acredito que, ao fazermos um balanço crítico dos resultados das últimas eleições municipais, não podemos deixar de debater o tema da Reforma Política, seja em suas dimensões vinculadas com a questão do financiamento das campanhas eleitorais como também a respeito do tema da reeleição, introduzido por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional aprovada, por conta das pressões pela continuidade da administração do Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Como a possibilidade da reeleição do Presidente da República, dos Governadores de Estado e dos Prefeitos já estava prevista nas eleições de 1998, já contamos com dez anos de experiência que nos possibilitam realizar uma avaliação mais cuidadosa dos impactos desse instituto em nosso sistema político.

Parece
-nos, Sr. Presidente, que os resultados das eleições apontam para uma evidente vantagem para os detentores de mandato eletivo que disputam a reeleição. Segundo dados coletados pela Confederação Nacional dos Municípios, dos 3.357 Prefeitos que se candidataram a um novo mandato, 2.245 permanecerão no cargo, considerando-se apenas os resultados do primeiro turno, o que significa dizer que 67% dos Prefeitos que buscaram a reeleição lograram êxito em sua iniciativa.

A possibilidade da reeleição deturpa, profundamente, o princípio da igualdade entre os candidatos, norma fundamental que assegura a todos os postulantes a um cargo eletivo a manifestação pública de suas idéias e propostas para os problemas da circunscrição eleitoral – o município, o estado ou o país – onde disputa a preferência do eleitor. Em nosso entendimento, o instituto da reeleição reforça e reproduz dois traços negativos bastante significativos de nosso sistema eleitoral, a personalização das disputas políticas e a precária renovação das lideranças partidárias.

Parece-nos evidente que a prática da democracia representativa está concentrada em programas e projetos coletivos levados adiante por intermédio das agremiações partidárias, isto é, a representação política não se concentra na pessoa dos candidatos, em seus atributos pessoais, mas em um conjunto articulado de propostas que expressam as diferentes correntes ideológicas existentes na sociedade e as diversas concepções a respeito do papel do Estado na sociedade contemporânea.

Por isso, não faz sentido o argumento dos defensores da reeleição. Pois, do conceito da representação política não se segue que o mesmo candidato deva representar o partido na disputa eleitoral. Ao contrário, o fim do instituto da reeleição permitiria que novas lideranças emergissem na cena pública, ao mesmo tempo em que fortaleceria as propostas programáticas e ideológicas dos partidos e reduziria a ênfase, já consagrada em nossas campanhas eleitorais, a respeito dos atributos pessoais dos candidatos: competência, honestidade, preocupação social, entre outros.

Nesse sentido, a prática da reeleição não contribui para a educação democrática do eleitor brasileiro. Devemos centrar as campanhas eleitorais na discussão dos temas programáticos dos partidos políticos, nas diversas visões e concepções sobre nossos problemas sociais e econômicos e sobre o papel do Estado na sua solução.

Ademais, a renovação das lideranças e o fortalecimento ideológico e programático dos partidos é, também, fator de fortalecimento de nossa jovem democracia representativa, cujas vicissitudes ao longo do século passado, alternando períodos democráticos e autoritários e concentrando-se, sobremaneira, na expressão personalista de lideranças carismáticas, ilustra bem os problemas decorrentes de uma prática representativa excessivamente concentrada em pessoas, e não em propostas e programas partidários.

Sabemos também que os inúmeros abusos de poder decorrentes da utilização da máquina pública, pelos candidatos à reeleição nas campanhas eleitorais, não são fiscalizados adequadamente, tanto em função das dimensões continentais do país e da dispersão de seus 5.562 municípios, como também pelas dificuldades materiais e administrativas da Justiça Eleitoral para se fazer presente, de forma célere, no acompanhamento das disputas eleitorais em nosso país.

Com a vivência de quem está na vida pública há mais de duas décadas – e comecei a vida política bem cedo – venho a esta tribuna reafirmar a necessidade de se mudar imediatamente pelo menos quatro pontos fundamentais da legislação eleitoral brasileira:

1. O fim da reeleição para os ocupantes do Poder Executivo;

2. O estabelecimento de mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos, ou seja, os cargos executivos ou legislativos;

3. A coincidência das eleições federais, estaduais e municipais;

4. A instituição do financiamento público de campanha.

Em síntese, Sr. Presidente, essa Casa não pode se furtar ao debate, urgente e necessário, a respeito da Reforma Política de nossos sistemas eleitoral e partidário. Já temos uma longa discussão acumulada ao longo das duas últimas legislaturas. Precisamos retomá-la, de tal modo que possamos encontrar, em comum acordo com as lideranças das diversas correntes de opinião presentes nessa Casa, o desenho institucional capaz de produzir um processo eleitoral mais justo e democrático.

Agradeço a oportunidade e solicito a divulgação nos órgãos de comunicação da Casa e na Voz do Brasil.

Muito obrigada.

BANCO ITAÚ SERÁ O NOVO PATROCINADOR DA SELEÇÃO

A CBF e o Banco Itaú fecharam acordo para patrocínio da Seleção Brasileira. Através dos presidentes, Ricardo Teixeira, da CBF, e Roberto Setúbal, do Banco Itaú, o patrocínio foi fechado para todas as categorias da Seleção, incluindo a equipe feminina e as categorias de base. O contrato terá duração de seis anos, até 2014, incluindo o período da Copa do Mundo no Brasil. Os valores do patrocínio ainda não foram divulgados pela Confederação Brasileira de Futebol – CBF, gente muito próxima à CBF e ao Banco falam algo em torno de 200 milhões de reais.

SIPRODUZ

Reassumiu a presidência do Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas – SIPRODUZ, o vereador e pecuarista, Agnaldo ÁVILA de Brito. Ávila estava afastado do cargo desde Julho passado em virtude de sua candidatura à reeleição ao cargo de vereador. O mandato de Ávila se estende até o final de 2009.

PARÁ UNIDO CONTRA A DENGUE

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) deseja envolver gestores municipais e população em geral numa campanha de controle da dengue no Estado do Pará. Trata se da regionalização da campanha apresentada pelo Ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

“Pará Unido Contra a Dengue” é o slogan da campanha pela conscientização. O objetivo é alertar a população e mobilizar profissionais e agentes de saúde para identificar e eliminar os focos do mosquito, e evitar o aumento do número de casos, durante a estação das chuvas.

O trabalho será realizado em parceria com as demais secretarias estaduais e municipais, tal como: Secretaria de Educação, de Meio Ambiente, de Integração Regional, além de órgãos como os conselhos municipais de saúde.

Além disso, coleta de lixo e abastecimento de água devem ser regularizados em todo o Estado que são os eternos e grandes vilões do combate à dengue.

Até o início de outubro foram notificados 23.084 casos de dengue no Estado, sendo 75 casos de dengue hemorrágica com 15 óbitos confirmados por dengue no Pará.

Segundo o Sistema de Informação de Agravos e Notificações – Sinan, os municípios paraenses com maior número de casos são: Parauapebas (3.049), Belém (2.926), Santarém (2.138) e Conceição do Araguaia (1.455).

Para conter uma possível epidemia da doença em todo o estado, a Sespa já solicitou dos municípios prioritários a elaboração de um Plano Municipal de Contingência no Controle da Dengue. Neste documento, gestores municipais devem estipular como vai acontecer o fluxo de pacientes, criação de forças tarefa para enfrentar momentos de crise. Isso trará ações do Estado no sentido de evitar a proliferação da doença e preparar profissionais para um rápido diagnóstico e o correto tratamento dos pacientes.

Colaboração: Sespa