Seleção empata, convence pouco e mantém dúvidas sobre seu verdadeiro potencial

Resultado diante do Marrocos deixa claro que o caminho até o hexa não será tão fácil como sonha a nossa vã esperança

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A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 deixou uma sensação difícil de ignorar: o resultado de 1 a 1 contra Marrocos foi menos preocupante pelo placar e mais pelo futebol apresentado. O empate acabou sendo um retrato fiel do que se viu em campo: um Brasil irregular, vulnerável e excessivamente dependente de talentos individuais.

Durante boa parte do primeiro tempo, a equipe de Carlo Ancelotti foi dominada pelos marroquinos. O sistema defensivo apresentou falhas de posicionamento, o meio-campo teve dificuldades para controlar a partida e a saída de bola se mostrou lenta e previsível. O gol sofrido surgiu justamente em um momento de desorganização coletiva, algo que voltou a expor problemas que acompanham a Seleção há alguns anos.

O empate veio graças a um lance de qualidade individual de Vinicius Júnior, que mais uma vez assumiu protagonismo quando o conjunto não conseguiu produzir soluções. O problema é que uma seleção que sonha com o título mundial não pode depender apenas de lampejos de seus craques. Em torneios de alto nível, a diferença entre avançar e ser eliminado costuma estar justamente na força do coletivo.

Nem mesmo Ancelotti escondeu a insatisfação após a partida. O treinador admitiu que o Brasil não fez um bom primeiro tempo, reconheceu erros na posse de bola e afirmou que a equipe precisa melhorar. A avaliação do próprio comandante reforça a impressão deixada em campo: há muito trabalho pela frente para transformar uma seleção talentosa em um time competitivo.

A crítica também dominou o noticiário esportivo. Analistas apontaram falta de controle no meio-campo, problemas na escalação inicial e pouca efetividade das alterações promovidas durante a partida. Houve ainda questionamentos sobre a ausência de opções que poderiam mudar o panorama ofensivo da equipe.

Em analogia com a Fórmula 1, não adianta investir em no melhor piloto do mundo, no combustível de alta qualidade, pneus de última geração e toda a tecnologia que cerca a competição, se a máquina do carro, tida como uma das mais modernas, falha nas últimas voltas.

É cedo, porém, para decretar fracassos ou alimentar discursos apocalípticos. Marrocos é uma seleção forte e competitiva, semifinalista da Copa de 2022 e presença constante entre as melhores equipes do mundo. Ainda assim, a atuação brasileira deixou claro que o caminho para o sonhado hexacampeonato será muito mais difícil do que parte da torcida imaginava. Se quiser sonhar alto, a Seleção precisará apresentar, já nos próximos jogos, algo que esteve em falta na estreia: futebol convincente.

(Da Redação)

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