Promotora dá “ultimato rosa” ao secretário de Saúde de Marabá

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Por Paulo Costa – de Marabá

Durante a realização de uma audiência pública sobre o câncer de mama, em virtude da campanha mundial “Outubro Rosa”, realizada nesta terça-feira, 22, na Câmara Municipal de Marabá, a promotora Mayanna Souza Queiroz (foto), que cuida da saúde, deu um ultimato ao secretário municipal de Saúde de Marabá para resolver o problema da falta de um mamógrafo na rede municipal. É que o único existente está quebrado há três anos e de lá para cá 14 mulheres morreram com essa doença e mais de 20 estão em tratamento.

Mayanna Souza Queiroz - MP MarabáA promotora reconheceu que o município passou por diversos problemas na gestão anterior, mas lembrou que em relação à questão do câncer, o SUS tem obrigação de prestar gratuitamente o atendimento e que é obrigação do Estado e município garantir esses direitos. “No entanto, não vemos ser aplicada a letra da lei. Precisamos de postura política para fazer cumprir. Estamos há dez meses nesta gestão e não podemos mais aceitar desculpas sobre a gestão anterior. É preciso garantir que a lei seja aplicada”, cobrou a promotora.

Ela determinou que seja garantida a continuação da campanha Outubro Rosa até o final do ano, e que se resolva o problema do mamógrafo. “Se não cumprir, vou entrar com ação judicial. Chega de falar e não agir. Como em um município desse tamanho não se consegue resolver um problema único. A gente tenta sempre a via administrativa, através de negociação. Se não der certo, vamos nos enfrentar judicialmente”, avisou.

Sobre as cirurgias eletivas, a promotora disse que já chegam a 4 mil mulheres na fila de espera e o problema ainda não foi resolvido. “Se há problema, secretário Nagib Mutran, então assuma as rédeas de sua secretaria e determine um local para fazer as cirurgias, senão vamos guerrear judicialmente. Não vamos permitir que direitos das mulheres sejam vilipendiados dessa maneira”.

Diante da pressão, o secretário de saúde disse que está somando todos os esforços para resolver o problema do mamógrafo e também das cirurgias eletivas, para que elas sejam realizadas no Hospital Santa Terezinha. “Nós precisaríamos mais 900 leitos para atender a demanda que temos, e não chegamos a 300 neste momento”, lamentou.