PM prende em flagrante, pela oitava vez, traficante de drogas em Parauapebas

Embora já colecione quase dez flagrantes pelo mesmo crime, o nome de Kauan Furtado de Araújo não aparece em consulta no site da Justiça Estadual por tráfico nem por outro delito

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Kauan Furtado Araújo foi preso novamente por tráfico de drogas e corrupção de menor na madrugada desta terça-feira (17), em Parauapebas. Sim, novamente. Segundo a própria Polícia Militar, esta já seria a oitava condução do acusado pelo mesmo tipo de crime — o que, convenhamos, demonstra uma impressionante coerência de carreira.

A prisão ocorreu por volta das 2h da madrugada, no cruzamento da Rua Araguaia com a Rua do Arame, durante patrulhamento ostensivo de uma guarnição do 23º Batalhão da PM. Os policiais avistaram dois indivíduos em uma motocicleta Honda Biz preta, sem placa, em atitude suspeita — porque, afinal, nada diz “normalidade” como rodar de madrugada, sem placa, carregando sacola.

Ao receber ordem de parada, o passageiro arremessou uma sacola ao chão. Na varredura, foram encontrados 10 invólucros de cocaína. O passageiro informou que a droga pertencia ao condutor e que ambos fariam a entrega do entorpecente — uma parceria que, ao que tudo indica, também não é exatamente inédita.

Ainda conforme o relato policial, o suspeito teria admitido que esta seria a oitava vez que era conduzido pelo mesmo crime. Oito. Um número que, para muitos, simboliza o infinito — e que, neste caso, parece representar a infinita capacidade do sistema de reencontrar velhos conhecidos.

Diante dos fatos, os envolvidos foram encaminhados à Delegacia para os procedimentos legais cabíveis. E o roteiro, ao que tudo indica, segue em cartaz.

Repórter do Blog pesquisou o nome do acusado no site do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, mas não encontrou indicação de processo contra Kauan Furtado Araújo pelo crime de tráfico nem por outro delito qualquer. Mistéééééério, como diria dona Milu, personagem da novela “Tieta” (TV Globo, 1989).

Dona Milu era conhecida por adorar fofocas e segredos, sempre soltando o bordão, quando algo inexplicável ou surpreendente acontecia em Santana do Agreste.

(Eleuterio Gomes)