PF deflagra Operação “Narcos Gold” para combater lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas no Pará

Pessoas físicas e jurídicas investigadas, estabelecidas em vários estados da federação, teriam movimentado mais de R$ 1 bilhão no período de 2017 ao início de 2021
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (4), a operação “Narcos Gold”, que tem como foco principal combater o crime de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas, descapitalizando e desarticulando um grupo criminoso que atua na região oeste do Pará há pelo menos 3 anos.

Segundo a PF, estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão nos estados do Pará, Goiás, Tocantins e São Paulo, expedidos pela 1 ª Vara Criminal da Justiça Estadual da Comarca de Santarém. Além disso, foi determinado o sequestro de 12 aeronaves, bloqueio de valores em contas bancárias e indisponibilidade de diversos outros bens móveis e imóveis.

Ainda segundo a PF, a operação envolve mais de 130 policiais federais e teve o apoio logístico do Exército Brasileiro (EB). Conforme apurado, as pessoas físicas e jurídicas investigadas, estabelecidas em vários estados da federação, movimentaram mais de R$ 1 bilhão no período de 2017 ao início de 2021.

A investigação revelou que o transporte da substância era realizado por meio de aviões que partiam de outros estados até o oeste do Pará e neste local era feita a distribuição do produto ilícito para outras unidades da federação. Além disso, foi verificado que o grupo utilizava garimpos de ouro como base para pousos e decolagens no transporte de drogas e também como fachada para lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Federal, uma das hipóteses criminais investigadas é a de que os investigados utilizavam notas fiscais de transações fictícias, com ouro, para justificar o patrimônio milionário. Os crimes investigados no inquérito policial correspondentes são de tráfico de drogas e associação para o tráfico (art. 33 da Lei n° 11.343), corrupção passiva e ativa (art. 317 e art. 333 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (art. 1° da Lei n° 9.613), cujas penas somadas podem chegar a 30 anos de prisão.

A PF explica que o nome da operação remete à matéria investigada (tráfico de drogas em associação) e ao uso da mineração de ouro como fachada para justificar os volumosos recursos em tese aferidos com a traficância.

Tina DeBord – com informações da PF