Pela enésima vez, Pará passa vergonha com cidades menos competitivas do país

Belém é a pior capital e cinco outras cidades são consideradas as piores do levantamento. Já Parauapebas e Marabá são cidades mais competitivas do estado, revela levantamento inédito.
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Um estudo divulgado neste início de semana pelo Centro de Liderança Pública (CLP), entidade de notório prestígio nacional, traz em dados, indicadores, versos e prosa o grau de falência a que vários municípios paraenses chegaram. De um total de 411 localidades analisadas, as cinco com nota mais baixa são do Pará. E Belém, uma senhora metrópole de 1,5 milhão de habitantes que deveria ser referência para o país, é simplesmente a pior entre as capitais brasileiras.

As informações foram levantadas pelo Blog do Zé Dudu, que analisou nesta terça-feira (23) as 227 páginas do Ranking de Competitividade dos Municípios, levantamento que chega à segunda edição em 2021 e analisa 65 indicadores, como funcionamento da máquina pública, eficiência fiscal, saúde, educação, segurança, saneamento, meio ambiente, inserção econômica e telecomunicações. Entraram na pesquisa os municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes.

Numa escala de escore que vai de 0 a 100, o melhor município brasileiro é Barueri (SP), que cravou 68,26 pontos e é seguido pelo também paulista São Caetano do Sul, 66,46 pontos. De forma vergonhosa, o Pará segue, tal qual na edição do ano passado, como o único estado brasileiro a ocupar as cinco últimas colocações do ranking. O quinteto formado por Cametá (escore 31,14), Tucuruí (31,06), Tailândia (28,38), Breves (27,43) e Moju (24,9) ostenta os piores indicadores conjuntos de competitividade e não conseguiria representar o estado em um cenário de, por exemplo, guerra fiscal para captação de investimentos.

Pelos dados da CLP, essas cidades paraenses chegaram ao fundo do poço porque apresentam, senão os piores, ao menos alguns dos piores indicadores nas dimensões sociedade, economia e instituições. Entre todas elas, o caso de Tucuruí é o mais curioso, uma vez que o município já chegou a ser um dos mais prósperos do Brasil no auge da construção da hidrelétrica que leva seu nome, mas passou a viver desde o início da década passada uma condição de estagnação socioeconômica, perdendo importância no cenário regional.

Já Belém (escore 42,92) é a capital menos competitiva do país porque perdeu considerável posição no ranking, sobretudo na dimensão instituições. Isso afetou significativamente a percepção da metrópole paraense como localidade estratégica para negócios. Com base no ranking, Belém seria a última capital a ser escolhida para abertura de um modelo sustentável de empreendimento. As três capitais mais competitivas do país são Florianópolis (escore 64,58), São Paulo (64,48) e Vitória (64).

Melhores representantes

Parauapebas (escore 49,34) e Marabá (43,98) estão na dianteira da gestão pública do Pará, de acordo com a CLP. A Capital do Minério avançou 46 posições em relação ao levantamento do ano passado, com destaque para desempenho nas áreas de meio ambiente (é o 8º melhor do país), sustentabilidade fiscal (é o 11º melhor) e inserção econômica (é o 31º melhor). A boa gestão financeira da Prefeitura de Parauapebas, beneficiada sobremaneira pelo sucesso no recolhimento de royalties de mineração, além do pique na geração de empregos com carteira assinada, favoreceram-no.

Já o principal município do sudeste do Pará avançou impressionantes 272 posições no quesito telecomunicações, 135 no funcionamento da máquina pública e 84 na inserção econômica. Confira o escore de cada um dos municípios paraenses que aparecem no ranking.

CIDADES MAIS COMPETITIVAS DO PARÁ E POSIÇÃO NO BRASIL

  • Parauapebas — 49,34 (225º)
  • Marabá — 43,98 (324º)
  • Paragominas — 43,12 (334º)
  • Belém — 42,92 (339º)
  • Santarém — 42,73 (342º)
  • Barcarena — 41,87 (352º)
  • Ananindeua — 41,44 (359º)
  • Bragança — 40,45 (368º)
  • Castanhal — 40,04 (371º)
  • Altamira — 38,82 (382º)
  • Redenção — 38,22 (387º)
  • Itaituba — 36,1 (399º)
  • Abaetetuba — 35,57 (401º)
  • Marituba — 34,56 (404º)
  • São Félix do Xingu — 34,06 (405º)
  • Cametá — 31,14 (407º)
  • Tucuruí — 31,06 (408º)
  • Tailândia — 28,38 (409º)
  • Breves — 27,43 (410º)
  • Moju — 24,9 (411º)