Pastor Fenelon e seu poder político em Parauapebas

“Deus escolhe pessoas para fazer a sua obra, e cabe aos seus escolhidos prepararem-se para realizá-la”.

Leio com muita cautela a informação de que o Pastor Fenelon Sobrinho, suposto maior líder da Igreja Evangélica no município de Parauapebas está de volta à política e pretende indicar, novamente, um de seus apadrinhados como vice-prefeito nas próximas eleições.

Pastor-Fenelon-Crédito-Waldyr-SilvaNão conheço, até por não ser mais um religioso militante (aliás, nunca o fui),  o poder espiritual que o Pastor Fenelon exerce sobre os que seguem seus ensinamentos. Todavia, politicamente falando, tenho minhas dúvidas se ele tem esse poder de persuasão para transformar a obediência eclesiástica de seus seguidores em votos.

Fenelon já indicou o vice em outras chapas. Venceu e perdeu eleições, foi isso é naturalmente aceito. Hoje o Pastor lidera um rebanho de aproximadamente 20 mil fieis, congregados em 110 igrejas espalhadas pelo município.  Sem sombra de dúvidas pode-se afirmar que pelo menos metade da população parauapebense é evangélica, ligada ou não ao pastor Fenelon.

Não seria a hora, presumindo-se que Fenelon tem todo esse prestígio com seu rebanho, dele, em vez lançar o vice lançar um candidato a prefeito? A resposta é não! Fenelon usa administrativamente seu poder na Assembleia de Deus, mandando e desmandando, mas, quanto o assunto é política seus fieis não são lá não fieis assim. Para tanto basta olhar quantos vereadores supostamente indicados e “abençoados” por ele foram eleitos até hoje no município.

Fenelon, como bom líder que é, quer o melhor para seu rebanho e deverá, antes de escolher em que “time” vai jogar, procurar o que pensa o craque desse time sobre a legalização do aborto, sobre união civil entre casais do mesmo sexo, sobre a legalização da maconha… causas com as quais seus fieis estão atentos.

Os pastores, padres e demais líderes religiosos devem ter cuidado para não colocarem o evangelho como suporte religioso de programas sociais e políticos alheios, exercendo influência e modificando a política ao avalizar político A, B ou C. Devem perceber quando estão sendo usados e o quanto estão se desgastando ao se envolverem na política. Quem assume o papel de pregador, de condutor da melhor forma de elevar o espírito de seus seguidores, não deve ser partidário, mas guardião da justiça, da decência, da dignidade e do respeito humano.

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