Safra do Pará tem crescimento estimado em 2,5% em 2020

Entre commodities da gama de cereais, leguminosas e oleaginosas, a soja rouba a cena com crescimento constante e gradativo. Em outro recorte do portfólio, o grande destaque é o cacau.
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A 12ª estimativa para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2020 alcançou 2,846 milhões de toneladas, cravando crescimento de 2,5% em relação à estimativa de 2019. A alta foi puxada pela soja, carro-chefe das commodities agrícolas paraenses, e pelo arroz. As informações foram liberadas nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu.

Em 2019, a soja representava 64% da produção paraense de cereais, leguminosas e oleaginosas e sua participação foi ampliada para 65,5%. A taxa de avanço da commodity, de 4,6%, é quase o dobro da do grupo no qual ela se insere. Foi a soja quem puxou o crescimento do pacote de cereais, tendo sua perspectiva de safra avançado de 1,781 milhão de toneladas para 1,862 milhão de toneladas em 2020.

O arroz, por seu turno, é o produto do grupo dos grãos que apresentou o maior desempenho relativo: 10,4%. A estimativa de safra de um dos queridinhos do prato dos brasileiros passou de 95 mil toneladas para 105 mil. Seu companheiro de mistura, o feijão, após queda de 9,1% na primeira safra, agora vê crescimento de 1,5, passando de 11,2 mil toneladas para 11,4 mil.

Já o milho, que apresentou queda de 3,3% na primeira safra, agora registra crescimento no prognóstico de 1,1%, avançando de 336 mil para 339 mil. O milho é o segundo principal produto da cesta paraense de cereais, leguminosas e oleaginosas.

Outras commodities

Fora do circuito dos grãos, produtos importantes para a cesta do agronegócio do Pará despencaram. Um deles é a mandioca, cuja estimativa de safra para 2020 caiu 2,7%, passando de 3,92 milhões para 3,813 milhões. A outra commodity é a cana-de-açúcar, que encolheu levemente 0,2%, de 1,062 milhão de toneladas para 1,06 milhão.

A banana é o produto que mais avançou, passando de 383 mil para 407 mil toneladas, um crescimento de 6,3%. Em termos percentuais, a banana só fica atrás do avanço do cacau, que passou de 129 mil toneladas para 145 mil, um sucesso de 11,9%. A pesquisa de safra não detalha regiões e municípios produtores.

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