Pará registra 120 mil nascimentos em 2021, apontam cartórios

Municípios como Santarém, Parauapebas, Castanhal e Itaituba apresentaram grande aumento em relação a 2020; Belém assistiu à queda nos registros; e Marabá ficou estável; veja os 20+
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Se depender das estatísticas dos cartórios de registro civil, o Pará ganhou 120 mil novos cidadãos em 2021, considerando-se apenas os nascimentos registrados oficialmente nesses estabelecimentos. É um crescimento de 10 mil frente ao número computado em 2020, ano do início da pandemia de coronavírus. Os números mostram que os casais paraenses retomaram a “produção” a todo o vapor no ano passado. Ver nascer 120 mil novos habitantes é como montar, em um ano, um berçário do tamanho da cidade de Altamira.

As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que analisou dados liberados nesta quinta-feira (13) pela Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) do Brasil. De acordo com dados da entidade, o Pará — que em 2020 foi o 9º em número de registro de novos nascimentos — ocupou o 8º lugar, superando o estado do Ceará em pouco mais de três mil registros. A taxa de aumento de 2020 para 2021 foi de 9,6%.

O estado com o maior número de nascimentos no Brasil foi São Paulo (534 mil), seguido de Minas Gerais (243 mil), Rio de Janeiro (191,9 mil), Bahia (177,8 mil), Paraná (142,7 mil), Rio Grande do Sul (126,3 mil) e Pernambuco (122,9 mil). No fim da fila, Roraima (12 mil), Amapá (15,7 mil) e Acre (16,7 mil), todos na Região Norte.

A maior parte das cidades paraenses viu o número de registros de nascimentos crescer, mas na maior delas, Belém, houve recuo. Em 2020, a metrópole computou nos cartórios 19,6 mil registros, mas em 2021 caiu para 18,9 mil. Aumentos bastante expressivos foram registrados em Santarém (de 6,7 mil para 7,2 mil), Parauapebas (de 4,3 mil para 4,8 mil), Castanhal (de 2,9 mil para 3,3 mil) e Itaituba (de 2,2 mil para 2,5 mil). Em Marabá, o total praticamente ficou estável entre 4,9 mil e 5 mil de 2020 para 2021.

CIDADES COM MAIS NASCIMENTOS EM 2021

  • 1º Belém — 18.955
  • 2º Santarém — 7.182
  • 3º Ananindeua — 5.504
  • 4º Marabá — 4.986
  • 5º Parauapebas — 4.803
  • 6º Castanhal — 3.284
  • 7º Breves — 2.807
  • 8º Itaituba — 2.512
  • 9º Altamira — 2.391
  • 10º Bragança — 2.305
  • 11º Cametá — 2.189
  • 12º Barcarena — 2.107
  • 13º Paragominas — 1.973
  • 14º Abaetetuba — 1.882
  • 15º Redenção — 1.764
  • 16º Tailândia — 1.631
  • 17º Portel — 1.605
  • 18º Tucuruí — 1.406
  • 19º Canaã dos Carajás — 1.391
  • 20º Novo Repartimento — 1.332

No Brasil, São Paulo (152 mil) e Rio de Janeiro (72,1 mil) são as cidades brasileiras com maior número de registros de nascimentos. Mas cabe um esclarecimento: os números dos registros em cartório não são os mesmos dos nascimentos totais do ano registrados pelo Ministério da Saúde, embora os dados se aproximem. Isso acontece porque ainda há muita subnotificação de nascimentos no Brasil, isto é, muitas crianças nascem, mas seus pais, por razões diversas, não registram os bebês no ano em que de fato elas vêm ao mundo. Esse fato, inclusive, foi tema da edição regular do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021. A “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil” discutiu os cidadãos que ainda estão “invisíveis” para as políticas públicas do país. Vale destacar que a certidão de nascimento é imprescindível para que as pessoas possam obter outros documentos de mesma importância: o RG, o CPF, a carteira profissional e o cadastro do SUS, por exemplo