A mineração paraense ocupa posição central na estrutura econômica brasileira pela sua capacidade de fornecer matérias-primas essenciais às cadeias produtivas e, também, pela sua contribuição para a geração de divisas, arrecadação pública e geração de emprego e renda. Em 2025, o Estado produziu 314,1 milhões de toneladas, cerca de 10,7% da produção nacional, atesta o Boletim da Mineração Paraense 2026, o mais recente estudo da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), elaborado pela Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural (Diepsac).
Os dados oficiais divulgados pela Agência Nacional de Mineração (ANM) apontam que a produção mineral paraense alcançou, no mesmo período, o patamar de R$ 104,6 bilhões, equivalente a 33,7% de toda a riqueza mineral produzida no Brasil, consolidando o Pará como segundo maior estado brasileiro em valor da produção mineral. Segundo o Boletim da Fapespa, essa diferença entre volume e valor demonstra que a mineração paraense é fortemente especializada em substâncias estratégicas, com alta participação nacional na produção de bauxita, cobre, caulim e manganês, além da relevância em minério de ferro.
Pará consolida força na mineração entre 2023 e 2025
No contexto nacional, o Pará ganhou destaque como um dos principais produtores de minerais metálicos de alto valor econômico, como minério de ferro, cobre e bauxita. Em 2025, o Estado consolidou-se como maior exportador mineral do Brasil, movimentando US$ 15,8 bilhões, o equivalente a 44,4% das exportações minerais nacionais, à frente de Minas Gerais, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
De acordo com a Fapespa, com base nos números da ANM e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) em 2026, a arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre minérios cresceu 21,9% no período, e atingiu R$ 1,72 bilhão, enquanto a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) aumentou 8,4%, movimentando R$ 3,09 bilhões no Estado.
O Pará mantém, ainda, a liderança nacional na produção de minerais estratégicos. Os números confirmam o protagonismo paraense na produção desses minerais. Em 2025, o Estado respondeu por 90% da produção brasileira de bauxita e 70,3% de cobre, com destaque para o crescimento de 22,5% na produção de cobre entre 2023 e 2025.
Expansão do emprego formal na mineração
O desempenho se reflete também no mercado de trabalho. O setor extrativo mineral alcançou 29.321 empregos formais em 2025, um crescimento de 15,5% em relação a 2022. Considerando os empregos indiretos, a cadeia mineral chegou a cerca de 410.494 ocupações no território paraense, apontam os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
O Boletim da Mineração Paraense 2026 destacou que, entre 2011 e 2025, a produção mineral nacional apresentou crescimento expressivo, e o Pará consolidou sua posição entre os maiores produtores do País, ocupando a terceira colocação em volume produzido, e a segunda colocação em valor da produção mineral, confirmando relevância como segundo maior gerador de riqueza do setor.
A trajetória recente revela não apenas a expansão da produção física e do valor gerado pela atividade mineral, mas também a forte concentração territorial e produtiva que caracteriza a mineração brasileira.
A mineração no Pará consolidou sua importância estratégica em 2025 ao atingir R$ 104,6 bilhões em valor de produção, reafirmando o Estado como o segundo maior gerador de riqueza mineral e o principal exportador do setor no País (US$ 15,8 bilhões).
O território lidera a extração nacional de bauxita, cobre, caulim e manganês, mantendo forte especialização em minerais metálicos, que representam 96,2% de sua estrutura produtiva. Embora impulsione a economia com o recorde de 29.321 empregos formais e gere mais de R$ 3 bilhões em royalties (CFEM), o relatório da Fapespa alerta para a extrema dependência externa.
“O principal desafio regional reside na quase total ausência de beneficiamento local, já que ferro e cobre in natura concentram 98,2% da pauta exportadora paraense”, explica Victor Oliveira, economista-técnico da Coordenadoria de Estudos Econômicos e Análise Conjuntural da Fapespa.
Mais informações acerca do destaque da mineração paraense em 2026 estão disponíveis no site oficial da Fapespa.
(Texto: Ascom Fapespa. Foto: Amarildo Gomes)