Notícia de que a Cevital pode desistir de Marabá provoca pesadas críticas à Vale na Câmara Municipal

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Por Eleutério Gomes – de Marabá

Na sessão de ontem, terça-feira (6), da Câmara Municipal de Marabá, vários vereadores, baseados em notícia de jornal local, dando conta de que a siderúrgica argelina Cevital estaria disposta a desistir de se instalar na cidade, devido a uma divergência de preços do minério de ferro da Vale a ser empregado na produção de aço, teceram pesadas críticas à mineradora.

Irismar Melo (PR), Ilker Moraes (PHS), Marcelo Alves (PT), Edinaldo Machado Pinto (PSC), Tiago Koch (PMD) e Alécio Stringari (PSB) mostraram apreensão quando à possibilidade de Marabá, que já perdeu a Alpa (Aços Laminados do Pará), perder agora a Cevital e acusaram a Vale de intransigência, exigindo que o novo presidente da mineradora, Fábio Schvartsman, venha a Marabá ouvir de perto os anseios da comunidade e “dizer o que realmente está acontecendo”.

Lembraram que a mineradora tem um passivo social com a região, sobretudo com Marabá e que não pode, “em nome do lucro”, inviabilizar a implantação da siderúrgica no município, hoje carente de empregos e em situação difícil.

Disseram que a Vale mantém com cada segmento – governo do Estado, governo municipal, população e Câmara – um diálogo diferente. Ou seja, insinuaram que, para um, a mineradora diz uma coisa e, para outro, conta outra história.

Outro lado

Sobre o assunto, o blog procurou a Vale, que por meio de sua Assessoria de Comunicação, respondeu que reitera o seu esforço conjunto com o Governo do Pará e a Cevital para a atração de novos empreendimentos para Marabá e região, que fomentem a cadeia produtiva da mineração em condições competitivas.

“A Vale acredita que o empenho de todos os participes é fundamental para a plena realização desse importante empreendimento”, afirma a nota.  A respeito do preço da tonelada do minério de ferro oferecido à Cevital, conforme a notícia, a Vale esclarece que no Memorando de Entendimento assinado com a Cevital Groupe, em março de 2016, foi estabelecida uma cláusula padrão de confidencialidade, “o que não permite aos envolvidos comentarem sobre valores contratuais de preços de minério e de transporte”.

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