PF apreendeu, no Recife, 80 cédulas de R$ 50 da nova família do real com um jovem que encomendou o dinheiro pela internet
O técnico em elevador Filipe Thomaz da Assunção, 21 anos, foi preso com a quantia de R$ 4 mil em notas falsas adquiridas por meio de uma comunidade do Orkut, site de relacionamento da internet. Segundo a Polícia Federal, ele pagou R$ 1 mil para obter 80 cédulas de R$ 50 da segunda família do real, que entrou em circulação em fevereiro deste ano trazendo novos itens de segurança. A intenção do Banco Central era tornar a reprodução mais difícil. Esse é o primeiro registro no Estado de apreensão de cédulas novas falsificadas.
O acusado foi detido em flagrante por volta das 18h30 da última sexta, depois que a Polícia Federal recebeu a informação de que ele iria retirar uma encomenda suspeita no Centro de Distribuição dos Correios, no bairro de San Martin, Zona Oeste do Recife. A prisão de Filipe Thomaz foi divulgada ontem. Ele foi pego no momento em que deixava a agência com um envelope. Além das cédulas, foram apreendidos um celular e um comprovante de depósito no valor de R$ 1 mil.
Em depoimento à polícia, ele contou que conseguiu as cédulas por meio do Orkut. Admitiu ainda que a intenção era repassar o dinheiro no período junino. “Nos chamou a atenção porque essas cédulas entraram em circulação há pouco tempo. Ele disse que iria gastar o dinheiro no comércio e em bares por causa da grande movimentação, o que dificultaria o reconhecimento das notas”, contou o assessor de imprensa da PF, Giovani Santoro.
A Polícia Federal trabalha agora para descobrir quem repassou as notas falsificadas ao jovem e o local de confecção. Sabe-se, porém, que a conta em que Filipe Thomaz depositou R$ 1 mil é de uma agência situada no Estado de São Paulo. “Já temos informações seguras sobre quem enviou o dinheiro falso”, acrescentou o assessor da PF, sem citar o nome da instituição financeira em que o valor foi depositado.
A PF não divulgou o nome da comunidade do Orkut onde o técnico encomendou as notas falsas. “Podemos dizer que o assunto da comunidade não tem ligação com dinheiro ou coisa do tipo”, frisou Giovani. Para ele, a qualidade da falsificação pode ser considerada mediana. “As notas foram impressas de forma lisa, sem relevo ou textura.”
Filipe Thomaz foi levado ao Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, Grande Recife. Se condenado por guardar moeda falsa, pode pegar de três a 15 anos de reclusão. O jovem não tinha antecedentes criminais.
Fonte: Jornal do Commercio