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Pará

Municípios de Carajás derrubam produção industrial do Pará em novembro

Blog cruzou dados da exportação com os do instituto e descobriu que a queda se deveu à baixa na produção de minério de ferro em Parauapebas, Canaã dos Carajás e Curionópolis.

De outubro para novembro de 2018, a produção industrial do Pará caiu 1,3%. Embora, no acumulado do ano passado, durante 11 meses, a indústria paraense seja a que mais avançou, com taxa de 9,9%, no apagar das luzes a locomotiva perdeu o fôlego. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional.

No comparativo entre novembro de 2018 e novembro de 2017, a indústria paraense cresceu 8,3%, ficando atrás apenas do crescimento retumbante da indústria gaúcha, que avançou na ordem de 12,7%. Nesse período, a produção do vizinho Amazonas despencou 2%. Já no acumulado de 12 meses fechados, no período entre outubro de 2017 e novembro último, o Pará apresentou o melhor desempenho nacional, de 9,7%.

No caso específico de novembro de 2018, o Blog do Zé Dudu foi investigar a razão pela qual a produtividade da indústria paraense desacelerou. E a causa está no complexo mineradora de Carajás. De um total de 32 produtos oriundos do Pará e analisados pela pesquisa do IBGE, o minério de ferro é aquele que responde pela esmagadora atividade da produção física. E sua lavra despencou no fim do ano.

Por que caiu?

A explicação para a queda da produção paraense de 1,3% não está em nenhuma das 67 páginas da PIM Regional. O Blog vasculhou o portal do Ministério da Economia, releu seus números e constatou que a produção física de minério de ferro nos municípios de Parauapebas, Canaã dos Carajás e Curionópolis foi responsável por fazer o Pará andar mais devagar.

Na Serra Norte de Carajás, localizada dentro do município de Parauapebas, onde está instalado o maior complexo de extração de ferro de alto teor do globo, a produção de novembro caiu quase 500 mil toneladas de minério ante a outubro. É o equivalente a 12 viagens e meia do trem da mineradora multinacional Vale carregado até a tampa de Parauapebas a São Luís, onde a commodity é embarcada rumo ao mercado transoceânico.

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Vale lembrar que, por causa de sucessivas quedas mensais na extração de ferro, Parauapebas encerrou 2018 com a menor produção física do produto dos últimos três anos. A diminuição da produção, no fundo, é meramente estratégica para garantir o avanço programado da produção na Serra Sul de Carajás.

Na Serra Sul, que fica no município de Canaã dos Carajás, aliás, a produção de novembro caiu 900 mil toneladas ante outubro. Isso equivalente a 22 viagens e meia a menos do trem carregado de minério. Responsável por colocar o Pará na liderança da produção industrial no acumulado do ano, com grande distância do segundo colocado (Rio Grande do Sul, com 6,3% de crescimento), a Serra Sul de Carajás é palco do projeto S11D, da Vale, que fez pela primeira vez na história o Pará exportar mais minério de ferro que Minas Gerais ao longo do ano passado.

Outra que também desacelerou foi a produção de minério na Serra Leste, no município de Curionópolis. Lá, em novembro, foram produzidos 4 mil toneladas a menos em relação a outubro. É o correspondente à desocupação de um de cada dez vagões do trem que viaja pela Estrada de Ferro Carajás (EFC).

O Blog também adianta que, na produção industrial de dezembro, a ser divulgada pelo IBGE no mês de fevereiro, haverá registro da queda de produção puxada por Parauapebas, que despencou da extração de minério de ferro de 11,76 milhões de toneladas em novembro para 9,92 milhões de toneladas no último mês do ano.

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