Morreu nesta madrugada o jornalista PC Reis

PC 1 Há pouco fui subitamente acordado pelo tilintar da companhia de casa. Passava pouco das 5 horas da manhã. Era o amigo Hipólito Reis, filho do jornalista,  escritor, membro da academia sul paraense de letras e assíduo colaborador deste Blogger, PC Reis. Ele veio comunicar o falecimento do seu pai, que ocorrera há pouco.

Conversamos aquela conversa trivial relativa aos momentos em que nada há pra dizer, aquele papo de tentar consolar alguém que perdeu um pedaço do seu mundo, pura banalidade para quem teve o pai, amigo e companheiro como PC para os seus.

Natural de Oeiras – PI, 69 anos, PC foi o que se pode chamar de “homem do mundo” pela quantidade de informações e causos guardados em sua mente sobre as mais diversas situações e pelos que tinha capacidade de criar com a rapidez de um piscar de olho.

Tão logo o amigo Hipólito se despediu, fui tomar um banho para depois colocar aqui a comunicação do falecimento de PC e escrever algo sobre ele. Ao abrir a caixa de correio, havia a mensagem abaixo, que penso, relatar  muito bem quem foi  Pedro Cláudio de Moura Reis, o PC. Confira:

“Meu  Caro Zé,
Comunico a você o falecimento do PC, as 3:10 horas desta terça-feira. Pai querido, e admirado pelos filhos, jornalista forjado pela vida e um escritor que não resistia em escrever o lado simples da vida, foi ainda há pouco mas já deixa uma saudade enorme.

Quero que você meu amigo, diga alguma coisa no Blog. Diga que PC Reis foi dar um passeio em outra dimensão, que foi escrever uma outra crônica, que foi visitar amigos que foram antes dele e que o esperam.

Papai foi embora mas deixou comigo, com meus irmãos e com muitos amigos, lembranças muito vivas, histórias de alegrias e de muito riso. Sofreu, é verdade, mas riu, e muito de todas as dificuldades e contemplou, como poucos, a beleza da vida.

Papai, mesmo em seus momentos de dor, tinha a consciência da beleza, do simples, do bom dia com uma frase linda, da esperança como riqueza e do amor como regra. Sempre foi consciente dos seus acertos e erros e encarava a vida com humildade.

PC foi embora hoje mas ficará na memória nossa como pessoa que fez diferença, que produziu histórias, que fez da passagem simples do cotidiano, coisa importante a ser notada. Tornou evidente, através de suas crônicas, os fatos corriqueiros da vida, sempre expondo-os de maneira alegre e esperançosa.

Meu pai, PC , era de muitos amigos: aqui em Parauapebas, Marabá, S.Raimundo Nonato, Terezina e na pequenina Fartura, do Piauí, berço de muitas narrativas suas. Amava a todos os lugares como se fossem o seu solo pátrio, elencando daí, as muitas crônicas, contos e romances com que nos presenteou em sua jornada por aqui.

Papai foi hoje. Deixa-nos muita saudade e o exemplo que a crônica do dia a dia deve continuar”.

Hipólito Reis