Marabá: cestas básicas começam a ser distribuídas para desabrigados neste sábado

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

A secretária de Assistência Social de Marabá, Nadjalúcia Oliveira Lima, revelou ao Blog nesta sexta-feira (16), que a Prefeitura fará distribuição de cerca de 200 cestas básicas para famílias atingidas pela enchente e que estão em abrigos. Além disso, também estão previstos colchonetes e gás para aqueles que comprovadamente perderam a condição de trabalho por causa da cheia dos rios Tocantins e Itacaiúnas.

A revelação foi feita ao final de uma reunião que aconteceu hoje na Câmara Municipal de Marabá, para discutir as ações que já foram executadas em favor dos flagelados, e ainda, as que precisam ser feitas em caráter de urgência para atender as necessidades básicas das centenas de famílias impactadas.

A reunião foi coordenada pelo presidente da Casa, vereador Pedro Corrêa Lima, e contou ainda com a presença de vários vereadores, do chefe de gabinete do prefeito Tião Miranda, Walmor Costa; os secretários municipais Múcio Andalécio (SSAM), Fábio Moreira (Obras) e Nadjalúcia Oliveira Lima (Seasp), além do coordenador da Defesa Civil Municipal, Jairo Milhomem.

Aliás, Milhomem atualizou os vereadores sobre algumas ações que já foram executadas e garantiu que a equipe da Defesa Civil está trabalhando dia e noite para resolver os dilemas das famílias, com reforço de várias secretarias municipais, como Assistência Social, Saúde, Obras e Urbanismo.

Informou aos vereadores ainda que o nível do Rio Tocantins recuou seis centímetros nesta manhã, estando agora a 11,04 metros acima do nível normal.

Jairo disse que o Plano de Contingência da Defesa Civil foi elaborado no final do ano de 2017, e observou que, atualmente, Marabá está no meio de duas hidrelétricas – Tucuruí-PA e Estreito-MA. As comportas desta última foram abertas, enquanto a de Tucuruí se mantinham fechadas. “No dia 7, o rio estava com 6,50 metros e em cinco dias, durante o Carnaval, subiu 4 metros, pegando a cidade com comércio fechado. Foi uma situação que nunca tínhamos visto em Marabá”, argumentou.

Sobre os abrigos, o coordenador da Defesa Civil mostrou os dados: na Feirinha da Velha Marabá há 60 famílias, com espaço para mais dez. Lá, os abrigados já contam com água potável, banheiros químicos, chuveiros, fornecimento de energia elétrica, escória, limpeza de área e segurança.

Na Associação do Bairro Santa Rosa estão acomodadas outras 30 famílias; na Acrob outras 70 famílias; na Obra Kolping, mais 40 famílias; e um novo abrigo está sendo aberto no Bairro Belo Horizonte para receber mais 20 famílias.

Há uma diferença entre desalojados e desabrigados: o primeiro grupo é daqueles que tiveram de sair de suas casas, mas têm para onde ir (casas de parentes ou alugar outro imóvel), enquanto o segundo é composto por famílias que não têm outra opção e acabam sendo levadas para abrigos públicos.

Os vereadores fizeram vários questionamentos, os quais foram respondidos ora pelo coordenador da Defesa Civil, ora pelos secretários municipais, sempre relacionados aos abrigos e à possibilidade de melhorar os serviços oferecidos às famílias.

Nadjalúcia Oliveira disse que a Seasp já tinha licitação pronta para aquisição de cestas básicas e que o prefeito Tião Miranda autorizou a compra para as famílias que realmente estão necessitadas. Elas deverão ser entregues a partir deste sábado, dia 17, com cerca de 200 cestas, inicialmente.

Os vereadores questionaram por que não se abrem as residências dos residenciais Minha Casa Minha Vida que estão desocupadas à disposição das famílias durante o período de cheia, mas Nadjalucia lembrou que elas não são doadas, mas financiadas pela Caixa e o mutuário que adquire fica com dívida. “A Prefeitura não pode se apossar da casa. Por dia, recebemos cerca de três denúncias por algum tipo de irregularidade. Não temos poder de polícia, apenas verificamos a informação e todas procedem, então encaminhamos para o Ministério Público Federal, a quem cabe fiscalizar. Nunca foi tomada providência e o município gasta muito dinheiro com aluguel social”, lamenta.

A pedido da presidência da Câmara, será enviado, semanalmente, um relatório aos vereadores com os dados das ações realizadas aos flagelados.

Publicidade