Marabá: órgãos públicos se unem em defesa do Rio Itacaiúnas

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Nesta quinta-feira, 19, uma reunião na sede do Ministério Público Federal (MPF/PA), em Marabá, irá definir os rumos de uma força-tarefa que congrega vários órgãos com atuação no município para reverter os impactos ambientais causados sobre o Rio Itacaiúnas. 

Representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), da Polícia Civil (PC/PA) e do Ministério Público Federal (MPF/PA) já realizaram duas visitas às margens do rio com o objetivo de verificar as possíveis causas da degradação.

Durante a reunião, será apresentado um relatório produzido pelo grupo de trabalho que realizou as fiscalizações.  Os integrantes também irão discutir as medidas necessárias à recuperação e preservação da área. Segundo a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Marabá, deverá resultar deste encontro uma definição sobre possível projeto para conservação de rios e nascentes no município.

A empresa JBS, detentora da marca Friboi, que tem um curtume e um frigorífico na região, chegou a ser acusada pela população local de derramamento de um líquido escuro e com odor forte no rio. A empresa afirma que esses efluentes estão dentro dos padrões exigidos pelo governo.

2 comentários em “Marabá: órgãos públicos se unem em defesa do Rio Itacaiúnas

  1. Senna Responder

    O Cadastro Nacional de Barragens de Mineração de abril de 2014 mostra que 16 reservatórios e uma cava de garimpo possuem categoria de risco alto — quando a estrutura não oferece condições ideais de segurança e pode colapsar — e alto dano potencial associado — quando pode afetar e matar populações, contaminar rios, destruir biomas e causar graves danos socioeconômicos.
    De acordo com cálculos feitos pelo GLOBO, se essas barragens rompessem, os rejeitos potencialmente atingiriam 14 municípios, cuja população soma 540 mil habitantes. Incluindo-se na conta a cava de Serra Pelada, no Pará, são 780 mil pessoas em risco. As unidades possuem volume de 84 milhões de metros cúbicos para abrigar o material descartado no processo de mineração de ferro, estanho, manganês, caulim e ouro. O montante é 50% maior que a quantidade de lama que vazou da Samarco, que pertence à Vale e à australiana BHP.
    Os rejeitos ameaçam três das maiores bacias hidrográficas brasileiras: a do Rio Paraguai, no coração do Pantanal sul-matogrossense; a do Rio Amazonas, que irriga a floresta amazônica; e a do Rio São Francisco, que banha o Nordeste. (Globo.com)
    A reportagem mostra que o perigo “mora” bem perto de nós. Esse movimento de defesa ambiental deve dar lugar a uma frente ampla de discussão, forum permanente, alertando e tomando providências saneadoras para evitar um mal maior.
    As empresas mineradoras, capitaneada pela Vale, tem que vir a público informar à população sobre as medidas de segurança e estratégias de alerta em caso de rompimento de barragens e outros danos.

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