Marabá e Parauapebas cobram de deputados celeridade para Unifesspa

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Por Ulisses Pompeu – Marabá

A coordenação do Campus da UFPA no Sul e Sudeste do Pará realizou na manhã desta sexta-feira, 4, o debate “A Expansão do Ensino Superior no Pará e a criação da Unifesspa”.

O objetivo do evento era apresentar aos deputados o projeto da UNIFESSPA (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará) e a demanda que a sociedade regional tem de sua aprovação no Congresso Nacional, como forma de expandir o ensino superior no sul e sudeste do Pará.

Em agosto passado, a presidente Dilma encaminhou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei que cria a Unifesspa a partir do desmembramento do Campus de Marabá. Neste projeto, além de Marabá, estavam previstos outros campi nas cidades de Parauapebas, Xinguara, Rondon do Pará, São Felix do Xingu e Santana do Araguaia. No total, serão mais 50 cursos implantados na região, a partir da contratação de 500 novos professores universitários para os diferentes campi.

Dezenas de estudantes vindos de Parauapebas, além de professores e acadêmicos de Marabá e representações das prefeituras e dos comitês pró-Universidade de outros municípios envolvidos com a criação dos campi participaram do encontro.

Claudio Puty (PT), Wandenkolk Gonçalves (PSDB) e Miriquinho Batista (PT), além do ex-deputado federal Paulo Rocha e do reitor da UFPA, Carlos Maneschi, discutiram com estudantes, professores e autoridades estaduais e municipais como se dará a efetivação da nova universidade.

A emblemática qualificação superior nesta região foi um dos temas abordados nos discursos dos políticos que fizeram uso da palavra. A exclusão de Parauapebas como sede de um dos campi da Unifesspa foi motivo de intensa crítica por parte de estudantes e professores. Depois de ser confirmado pelo Ministério da Educação, o campus de Parauapebas foi retirado da proposta enviada ao Congresso.

Parlamentares paraenses como Claudio Puty e Wandenkolk Gonçalves mobilizaram-se e trataram de apresentar emenda ao projeto de lei para incluir Parauapebas. Hoje, segundo as palavras do deputado Miriquinho Batista (PT), relator do projeto de lei, a inclusão de Parauapebas já é consenso entre os membros da comissão.

Por outro lado, Puty e Wandenkolk comprometeram-se em alocar recursos para garantir a viabilidade da nova instituição.

Professores e alunos colocaram no centro das discussões o fato de que a nova universidade não pode cometer os mesmos erros da UFPA. Ou seja, investir pouco em pesquisa e extensão acadêmica.

Pesquisa universitária de qualidade demanda recursos que hoje não estão disponíveis para instituições de ensino. Tentando minorar os discursos acalorados, Cláudio Puty disse que, em oito anos, o investimento em educação saltou de 2,78% para 5,6%. Ele reconheceu que os valores investidos ainda estão longe dos 10% defendidos pelos movimentos de professores e estudantes, mas garante que em 2012 este percentual será novamente elevado para aproximá-lo do ideal.