Justiça do Rio condena Investvale, clube de investimentos dos empregados da Vale, a ressarcir cotistas por prejuízos com fraudes

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

Por decisão da juíza Maria Cristina de Brito Lima, da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, o Clube de Investimentos dos Empregados da Vale (Investvale) foi condenado, em primeira instância, a ressarcir os seus cotistas pelos prejuízos que tiveram em decorrência de alterações fraudulentas em seu estatuto e por sonegar informações aos associados entre 2002 e 2003.

Segundo nota divulgada agora à noite pelo sindicato Metabase de Itabira, que moveu a ação em nome dos associados, o esquema criado pelos próprios administradores do clube, condenados penalmente pelos prejuízos ocasionados aos cotistas, consistia em omitir informações e incentivar a venda das cotas por valores reduzidos.

Com informações privilegiadas, os próprios dirigentes do clube adquiriam as ações por valores abaixo do mercado e as revendiam a preços astronômicos.

O Investvale é o clube de investimentos dos empregados da Vale, criado para gerir as ações por eles adquiridas após a privatização da mineradora. De acordo com o sindicato, os prejuízos foram da ordem R$ 40 milhões, em valores não corrigidos. A ação busca ressarcir os cotistas desse prejuízo com a fraude e pela falta de transparência contábil. “Não tenho dúvidas de que em breve teremos a garantia dessa vitória”, diz Paulo Soares, presidente do Metabase.

Na mesma decisão da juíza, a Fundação Vale do Rio Doce de Seguridade Social (Valia) passa a figurar como polo passivo da ação, tornando-se corré no processo movido pelo sindicato Metabase. “A Valia foi também condenada a ressarcir o valor da diferença aos cotistas, entre o que foi pago e o que ela deixou de ganhar em razão do prejuízo sofrido pelas manobras que os dirigentes do Investvale fizeram na época”, informa a advogada Rosilene Félix, coordenadora jurídica do Sindicato Metabase.

Publicidade