Hungria reduz salários e penduricalhos do parlamento; Alemanha suspende reajuste anual de deputados

Os dois países europeus dão exemplo de respeito para com o eleitor e responsabilidade no trato com o recurso público
Parlamento húngaro

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O Parlamento da Hungria aprovou por unanimidade, esta semana, uma proposta que reduz salários e benefícios de parlamentares. A medida foi apresentada pelo primeiro-ministro Péter Magyar como parte de um esforço para diminuir gastos administrativos e reforçar o equilíbrio das contas públicas.

Dos 199 assentos do Parlamento húngaro, 189 deputados participaram da votação, e todos apoiaram o projeto encaminhado pelo partido governista Tisza.

Com a nova legislação, o salário-base dos parlamentares será reduzido em 40%, passando para cerca de 1,3 milhão de florins húngaros por mês — o equivalente a aproximadamente R$ 22 mil brutos. A mudança entra em vigor já no próximo mês.

Apesar da redução, a remuneração continuará acima da média nacional, representando quase o dobro do salário médio do país. Durante o governo do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán, os vencimentos dos deputados chegavam a três vezes a média salarial dos trabalhadores húngaros. Parlamentares que acumulam funções, como participação em comissões, ainda poderão receber valores adicionais.

Corte de benefícios

A reforma também alcança outras autoridades: o primeiro-ministro, o presidente do Parlamento e integrantes de comissões parlamentares terão os salários reduzidos.

Além disso, serão eliminados os reembolsos de despesas com telefonia celular e reduzidos diversos auxílios, incluindo os destinados ao aluguel de escritórios, moradia e contratação de assessores.

Segundo Péter Magyar, a economia gerada pelas medidas ao longo dos quatro anos da atual legislatura equivalerá a um ano completo de custos operacionais do Parlamento. O governo argumenta que os cortes são necessários para recompor os cofres públicos após anos marcados por denúncias de corrupção.

“Além de humanidade, trata-se de autocontenção e humildade”, afirmou Magyar em entrevista à emissora RTL ao defender a iniciativa.

O primeiro-ministro também sugeriu que prefeitos tivessem seus salários reduzidos, proposta que encontrou resistência entre lideranças municipais.

Bundstag (Parlamento alemão)

Alemanha congela aumento de salários dos deputados

Na Alemanha, os deputados do Bundestag (Parlamento) decidiram suspender o reajuste automático de seus salários, previsto para entrar em vigor em 1º de julho. A medida foi apresentada como uma resposta à delicada situação econômica e fiscal enfrentada pelo país.

O reajuste elevaria os vencimentos mensais dos parlamentares de cerca de 11.833 euros para 12.330 euros, um aumento de aproximadamente 4,2%, equivalente a 497 euros mensais.

Na Alemanha, a correção salarial dos deputados ocorre automaticamente todos os anos, acompanhando a evolução média dos salários no país. Para este ano, porém, os partidos da coalizão governista — CDU/CSU e SPD — apresentaram um projeto de lei suspendendo excepcionalmente a aplicação da regra.

A proposta recebeu apoio de diferentes legendas da oposição, incluindo Verdes, AfD e A Esquerda, demonstrando amplo consenso em torno do congelamento temporário dos vencimentos parlamentares.

(Da Redação, com informações de sites internacionais)

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