Governadora do Pará contrata ex-stripper como assessora

Famosa em Belém por fazer cenas eróticas com cobras, usar pouca roupa e atuar como DJ de música eletrônica, a atriz e ecologista Élida Braz -hoje sob o codinome Lady Green, “a musa da sustentabilidade”- será agora assessora especial no gabinete da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT).

O decreto de Ana Júlia – que já empregara uma manicure e uma esteticista na mesma função, ambas exoneradas por causa da repercussão das nomeações – foi publicado anteontem.  Élida ganhará cerca de R$ 1.500.

Segundo seu marido, André Lobato, o Kaveira – político, promotor cultural, “artista multimídia” e, como ela, ecologista -, Élida só foi nomeada por ser uma “líder importante” da juventude do Partido Verde em Belém. Kaveira, 49, e Élida, 30, são filiados ao PV há 11 anos e casados há 17. Eles causaram polêmica por anos com a boate Mystical, um “teatro dance”, segundo ele, onde “atores faziam espetáculos de diversos fetiches” sexuais.

A Mystical pegou fogo, e, depois do incêndio, o casal resolveu se afastar da noite. Hoje ele considera um erro ter usado o slogan “Quem fuma e quem cheira vota no Kaveira” numa campanha a vereador.

O governo do Pará afirma que Élida acompanhará “ações e projetos” na Casa Civil. Ela disse que fará um trabalho “de campo”.

Fonte: Folha de São Paulo

Atualização às 18:00 horas

Durou pouco a nomeação da ex-stripper:

Do Blog do Reinaldo Azevedo

A petista Ana Júlia Carepa, que governa o Pará, exonerou a ex-atriz de performances eróticas, DJ e ecologista Élida Braz dois dias depois de nomeá-la. A ex-stripper é militante do Partido Verde, assim como seu marido, André Lobato, o Kaveira. Ele também é político e “promotor cultural”. Numa campanha a vereador, usou um bordão revolucionário: “Quem fuma e cheira vota do Kaveira”.

Élida, que vocês vêem acima numa foto de divulgação, apresenta-se com o nome artístico de “Lady Green, a Musa da Sustentabilidade”.

Não adianta Ana Júlia tentar me decepcionar. Ela só nomeou Lady Green como sua assessora porque deve ter julgado que esta tinha algo a lhe ensinar, não é? Ademais, a presença da moça do governo do Pará teria, assim, um caráter simbólico interessante. Ela seria, certamente, a mais ingênua das figuras por ali.

De resto, é chegada a hora, de fato, de desnudar o governo de Ana Júlia Carepa.

PS: Pô, pessoal! Vamos parar com esse negócio de pregar golpe de estado no Pará, defendendo a substituição de Ana Júlia por Élida em razão de critérios puramente intelectuais. Inteligência não é tudo para governar. A beleza também conta!

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