Folha do Pará: entrevista com a empresária e jornalista Bia Cardoso

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Ícone da comunicação marabaense, Habiancy Cardoso Rosa Salame, ou como é reverenciada, Bia Cardoso, começou sua carreira jornalística na primeira emissora de rádio AM do sudeste paraense, e também de Marabá, a rádio Itacaiúnas 850.

Casada com o Deputado Estadual, João Salame Neto, mãe de três filhos, Rebeca, Ana Beatriz e João Gabriel. Atualmente é diretora executiva e editora chefe de jornalismo do Jornal Opinião. Em entrevista exclusiva à Folha do Pará, Bia fala de sua trajetória como jornalista, mulher e Política.

Folha – Habiancy é um nome Árabe, o que significa?
O vento que sopra na montanha.

Folha – Você sempre quis trabalhar com comunicação ou foi o acaso?
Minha experiência com comunicação é fruto de uma casualidade. Eu sempre gostei muito de rádio, sempre fui fascinada, tanto que conheço a história.

Folha – Quem te incentivou a tornar-se radialista?
Na verdade eu entrei na rádio Itacaiunas como programadora, isso que me deu a habilidade de como fazer rádio. Comecei gravando vinhetas de times de futebol.

Folha – O que te marcou na época?
A paixão que a juventude tinha por uma música de conteúdo; eram músicas de contestação, que traziam em sua essência um pouco da rebeldia dos anos 80. Era um momento de abertura política. Isso foi muito traduzido na música, foi uma experiência que me marcou bastante.

Folha – Você acha que os cantores atuais ainda mantém letras filosóficas e construtivas?
Eu acho que cada música retrata a experiência e o contexto de uma época. A sensação é que vivemos um presente contínuo. Hoje a música se tornou mais de entretenimento que filosófica.

Folha – Você foi a primeira âncora, mulher, do jornalismo regional. Como você vê os apresentadores hoje?
Eu acho que a apresentação é mais dinâmica. A rádio formava a voz do comunicador, não necessariamente tinha que ser jornalista. Hoje o âncora vive todas as etapas do fazer jornalismo, ou seja, ele é produtor, editor, enfim, ele informa com muito mais propriedade que antes.

Folha – Por que as mulheres no meio da comunicação são maioria?
Talvez porque as mulheres se disponham a cumprir com esse papel mais que os homens. A mulher é naturalmente falante, é uma atribuição feminina.

Folha – Mulheres no comando de programas esportivos, principalmente falando de futebol, é um avanço ou estratégia de audiência?
É uma forma de integrar a mulher ao esporte.

Folha – Como foi a transição de jornalista a suplente do senado?
Eu acho que a experiência de dez anos como repórter na TV Liberal me deu o conhecimento da região. Colocou-me em contato com a população mais carente. Essa relação de credibilidade com a minoria, me fez estar hoje como suplente do senador Flexa Ribeiro.

Folha – Cogita-se que seu nome é indicado para pleitear a vice-prefeitura de Marabá. Qual é a veracidade disso?
Eu acho que é muito cedo para se falar em sucessão. O PPS tem um projeto Político sim; nós estamos construindo alternativas de governabilidade, colocando-nos a disposição das comunidades, e são estas que irão dizer se estamos ou não preparados para esse pleito.

Folha – Como você percebe o papel da mulher no cenário político?
O papel da mulher tem crescido. A eleição da presidenta Dilma é o exemplo mais claro disso. Nós estamos marcando uma posição que deveríamos tem feito muito antes; eu acho que a mulher emprega na política tudo aquilo que ela pode usar para administrar sua casa. Ela administra o orçamento com muita propriedade.

Folha – Você acha que as mulheres tem representatividade política ativa, ou são figuras manobradas?
Tem representatividade ativa sim. Um exemplo é a deputada Bernadete Ten Caten; uma mulher de opinião independente e que tem uma trajetória política brilhante.

Folha – A subdivisão partidária é benéfica?
Acho que não! Não existe essa que as mulheres lutam por uma causa e os homens por outra.

Folha – Qual sua análise da atual administração municipal?
Eu acho que é uma administração que nasceu de anseio popular, por isso criou uma expectativa muito grande. E quando você cria isso, você tem que responder a altura. Talvez por isso a população tenha se frustrado um pouco. As ações não foram até o momento o que o povo esperava. Eu não gosto de tece críticas, mas eu acho que poderia ter avançado muito mais.

Por Antônio Freitas / Foto: James Paraguassu

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