Filhos: nunca é muito tarde para colocá-los no rumo

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O que fazer para que nossos jovens deixem de morrer de forma tão brutal como vem acontecendo em Parauapebas? O que está errado? A culpa não estaria na nossa forma de criá-los?

Será que estamos educando-os de forma errada? Está nos faltando sensibilidade para acompanhá-los de perto, mostrando-lhes a diferença entre o certo e o errado, entre o bom amigo e a má companhia?

Vivemos em um mundo onde a correria pela pão de cada dia está tão grande que estamos nos esquecendo do básico no tratamento familiar: presença.

Meu pai sempre me disse, ao longo da vida, que você não colhe aboboras plantando mandioca. A busca incansável de nossos jovens por novidades, por elos materiais que os satisfaçam, muitas vezes os levam a enveredar-se por caminhos alheios ao da vontade dos pais. É preciso, nesse momento, que a família tenha sensibilidade para posicionar o jovem nos bons caminhos.

Você leitor, que é pai ou mãe, acha que vem dando o tratamento adequado ao seus filhos, vem acompanhado-os nas questões que envolvem religião, estudos e convívio social?

Você é daquele pai/mãe que acha que sua obrigação como chefe de família é pagar a escola, manter a alimentação e manter o mínimo necessário para incluir seu filho na sociedade?

Em 2010, cerca de uma dúzia de jovens morreram de forma violenta em Parauapebas. Sem aqui fazer nenhum juízo de valor, você já se colocou no lugar dos pais desses jovens? Já pelo menos pensou que o mesmo pode acontecer ao seu filho.

Além da segurança, obrigação do Estado, é preciso que cada pai e mãe cobre de si mesmo a participação na vida do filho. Conheço vários pais que passam a mão na cabeça do filho quando este age de forma errada. Alguns o deixam sem o carro ou a mesada, aplicam um sermão e, em uma ou duas semanas,  eis que as benefícios do “paitrocinador” estão de volta.

De Ana Karina até o ultimo caso, do jovem Clelson, penso que todos eles poderiam ser evitados se houvesse mais diálogo, mais sensatez de alguns mais. Claro que dentre eles, alguns realmente foram alvos das fatalidades que a vida insiste em nos pregar.

Se você é pai ou mãe, pare agora e tente saber onde e com quem seu filho está, procure sempre saber o que ele vem fazendo, cobre-o sempre por boas notas, por tratar bens às pessoas, por se cuidar física e emocionalmente, por trabalhar para saber o valor das coisas. Mas lembre-se que depende de você, da família, o que por ventura venha acontecer  a ele. Aja agora para que, no futuro, você possa tê-lo por perto.

Nunca é muito cedo, nunca é muito tarde!

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