Esclarecimentos sobre o IML

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Caro Zé Dudu, é muito importante esclarecer à população a missão institucional do CPC “Renato Chaves” para que se possa melhor utilizar seus serviços.

Em verdade, trata-se de autarquia estadual com sede na capital do Estado, ligada diretamente à Secretaria Estadual de Segurança Pública, com assento no Conselho Estadual de Segurança Pública – CONSEP – que conta com dois institutos: O Instituto de Criminalística(IC) e o Instituto Médico-Legal(IML). A imprensa sempre comete a gafe de tomar a parte pelo todo, referindo-se à Autarquia Estadual Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” como IML. Na verdade, os servidores públicos estaduais da área fim que lá exercitam suas funções são os peritos criminais de diversas áreas, como engenharia, administração, contabilidade, odontologia, informática, farmácia etc, que são responsáveis pelas mais diversas perícias que podem ser requeridas pelo Ministério Público, Poder Judiciário, Polícia Civil ou até mesmo pelos particulares, no caso de perícias cíveis (esse ponto acredito que ainda seja controvertido dentro da instituição). Já o Instituto Médico Legal, o famoso IML, apesar de mais “badalado”, é o que concentra a menor parcela de serviços(quantitativamente), eis realiza apenas a perícia cadavérica, de lesão corporal e de sexologia forense, através dos Médicos Legistas.

Desejo sucesso aos peritos que virem trabalhar em Parauapebas, assim como desejo também que não ocorram aqui em Parauapebas as irregularidades que se repetem na sede em Belém e nas regionais de Marabá, Castanhal e Santarém, tais como:

1. assédio de funerárias na porta do IML para com os parentes de mortos;
2. esquema de corrupção na perícia veicular;
3. formolização ilegal de peças de cadáveres por técnicos de necropsia, que cobram ilegalmente a conservação de cadáveres dos familiares dos mortos;
4. esquema de corrupção entre servidores e agentes de seguradoras que lidam com o seguro DPVAT;
5. falta de compromisso dos Médicos Legistas que tratam o trabalho no IML como um “bico”, faltando ao serviço, chagando tarde e saindo cedo, além dos atrasos nos laudos pericias etc.

É bom que a população de Parauapebas já fique bem ciente de que se trata da vinda de um órgão de importante relevância para os serviços ligados à segurança pública, mas que, como os demais órgãos de segurança pública do Estado – à exceção do corpo de Bombeiros Militar – padece de sérios vícios ligados à probidade administrativa que devem ser milimetricamente fiscalizados pela sociedade Parauapebense.

Bruno Monteiro – Corregedor Geral de Perícia Científica do Estado do Pará junto ao CPC “RC” entre fevereiro de 2007 e abril de 2008.
Atualmente, Servidor da Justiça Federal.

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