Enterrando o “Caveira”

Deputado do PP faz pronunciamento infeliz na Câmara Municipal de Parauapebas
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Com o advento das redes sociais, e com pelo menos um celular na mão de cada brasileiro, a política tupiniquim passa por momentos difíceis, onde a intolerância vem prevalecendo em detrimento ao bom senso e a ética.

A opinião pública, desde que o mundo é mundo, vem influenciando as ações de nossos políticos. Mas, o que venha a ser opinião pública? Segundo alguns dicionários é a expressão da participação popular na criação, controle, execução e crítica das diretrizes de uma sociedade.

Com a força das redes sociais criou-se o Influenciador digital ou digital influenceré. Um indivíduo que utiliza uma rede social para expressar análises e influenciar a opinião de outros indivíduos, através de publicações em texto ou vídeo online e, que são seguidos por um determinado público. No Brasil temos vários influenciadores digitais. Uns famosos, outros nem tanto. Alguns deles são verdadeiros aziagos. Postam situações tendenciosas, anti-éticas, que beiram a imbecilidade sob a égide da liberdade de expressão.

No Ceará, pasmem, Alberto Vieira, que está atualmente lotado como assessor parlamentar do gabinete do deputado estadual André Fernandes (PSL-CE) postou um vídeo onde aparece recomendando a prática do tiro ao ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como forma de “extravasar” a raiva. “Janot, a gente faz é assim, para não tirar a vida de ninguém. Bota uma foto e descarrega, sai toda a raiva”, afirmou o imbecil antes de atirar várias vezes contra a imagem do ex-presidente Lula.

No último fim de semana, durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de Parauapebas, o deputado Caveira (PP), gravou um vídeo onde alerta os vereadores, que cederam o espaço para o deputado se pronunciar, sobre a corrupção. O deputado, em uma ação infeliz, não citou os nomes dos corruptos, generalizou. Em seguida estende a ofensa aos munícipes parauapebenses, alegando que “esta cidade está lotada de bandidos”.

Quero aqui lembrar ao nobre deputado que o cargo não o libera de ser sensato e ético. Parauapebas, por ser uma cidade rica financeiramente, está a mercê de pessoas sem escrúpulo algum que usam as redes sociais para disseminar seu veneno muitas das vezes sem saber mesmo o que está falando. Puseram um microfone na mão do deputado e o pautaram: “Manda um recado para os corruptos de Parauapebas”. Aí, de forma imbecil, sem saber a quem estava atendendo, o nobre deputado soltou a voz, ofendendo não só seus colegas de parlamento, mas toda população de Parauapebas.

É preciso sim haver oposição sempre. Ela faz parte do processo político. Todavia, esta deve ser feita de forma ética, humana, com bom senso e primando pela informação correta e eficiente. Generalizar ações costuma trazer aborrecimentos e prejuízos aos políticos.

Uma pena a Câmara Municipal de Parauapebas, por seus vereadores, não ter, ainda, se manifestado sobre o assunto.

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