Eldorado dos Carajás: perímetro urbano quase intrafegável

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As reclamações de moradores e comerciantes de Eldorado do Carajás continuam e parece que estão longe de acabar. O motivo são as péssimas condições das rodovias que cortam o perímetro urbano do município, a BR 155 e a PA 275, ambas em estado lastimável de conservação.

A PA 275 tem muitos buracos o que dificulta o tráfego de veículos e aumenta as possibilidades de acidentes; já a BR 155 teve em boa parte na extensão do perímetro urbano, o asfalto totalmente destruído voltando a ser uma rodovia de terra, se transformando em grande geradora de poeira.

O caso foi levado ao Secretário Municipal de Obras e Urbanismo, Pio Gomes, mas a resposta não foi muito animadora aos que se dizem prejudicados. Segundo Pio, a BR 155, por ser federal, é um problema do governo federal; e a PA 275, por ser estadual, deve ter o problema resolvido pelo governo do Estado.

Pio Gomes diz lamentar, tendo em vista que o problema está no perímetro urbano do município. Como paliativo a Secretaria Municipal de Obras de Eldorado do Carajás encascalhou o trecho da PA 155, mas com o período chuvoso a geração de lama e até atoleiros é inevitável.

O secretário explicou que apenas a repavimentação asfáltica do trecho da BR não é suficiente para acabar com o problema. Em sua opinião, se não fizer drenagem no trecho, o asfalto não resistirá muito tempo. “Tudo isto tem que ser resolvido em parceria com o DNIT, sendo necessário, inclusive, autorização do órgão para fazer qualquer obra na rodovia”.

Enquanto isto, o povo continua esperando!

Por Francesco Costa – Eldorado dos Carajás

3 comentários em “Eldorado dos Carajás: perímetro urbano quase intrafegável

  1. bideco Responder

    Difícil falar não sei pra quem! Mas todo caso…, não se pode deixar de expor o que pensa.
    A forma como constituiram os núcleos urbanos e municípios dessa região, praticamente não se diferenciam, conduzidos principalmente pela peuária, agricultural e, especialmente mineral.
    Nesse contexto alguns sobresairam populacional e economicamente, em virtude de sua localização geográfica e participação diferenciada na distribuição dos recursos para investimentos., especificamente Marabá, Parauapebas, Canaã, Curionópolis e Tucuruí, privilegiados nesse processo.
    Em relação a capital, muito provável que está não será em Parauapebas ou Marabá, ambas sem qualquer possibilidade de receber uma estrutura de capital.
    Tudo indica que a capital ficará localizada no perímetro entre Eldorado e Sapucaia.
    Abraços

  2. bideco Responder

    Caro Zé Dudu!
    É sempre uma satisfação acessar seu blog e expor o que penso a respeito do tema em debate. Desta vez quero fazer algumas considerações sobre o estado de conservação de nossas rodovias no sudeste paraense, nas quais trafegamos todos os dias.
    A BR 155 e/ou PA 150 são contados os trechos que se encontram em boa qualidade de trafegabilidade, veja N. Ipixuna a Jacundá/Goianésia horrivel! Marabá/Eldorado/Xinguara, uma calamidade. Eldorado/Pebas péssimo. E assim segue, basta trafegar por lá prá ver.
    Vejo que o governo do estado deveria estabelecer parceria com os municípios para garantir a manutenção das rodovias em seus respectivos limites. Assim, talvez, poderia conservar de maneira melhor, até por que o povo tá mais próximo das autoridades para cobrar com mais ênfase.
    Em relação aos perímetros urbanos a situação tende a piorar, haja vista que a concentrar populacional gera outras situações que colaboram com a danificação ainda maior, como lixo, água e etc., junta-se a isso a falta de saneamento como rede de esgoto, drenagem de águas pluviais e malha asfáltica.
    No caso específico de Eldorado, realmente parte do trecho das duas rodovias BR 155 e PA 275 está muito ruim para trafegar, porém, os responsáveis pela distruição são os pesados caminhões e intenso tráfego de veículos que por ali passam diariamentesem nada deixar para o município, que acaba sendo obrigado a recuperar com minguados recursos próprios, deixando de fazer pavimentação de outras vias públicas nos núcleos urbanos.
    Neste sentido, não são justas as críticas direcionadas ao gestor municipal, que além disso é cobrado para pavimentar ruas, fazer rede de esgoto, drenagem de águas, educação, saúde e muito mais, sem falar do custeio da máquina para fazer tudo isso. Não é fácil.
    Assim, penso que os meios de comunicação deveriam reforçar a cobrança junto aos gestores municipais, mas também focar o debate com os gestores estadual e federal para colaborar para ocorrer a mudança.
    Um abraço e espero ter colaborado com o debate.

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