O sentimento de estar fora de uma Copa do Mundo para nós brasileiros é indescritível. Todavia há de ser analisada a participação brasileira. Tivemos sorte no sorteio dos grupos, na classificação do Chile, nosso eterno freguês, e só agora, contra a boa seleção da Holanda, realmente pegamos uma equipe de algum gabarito, que poderia cobrar do Brasil uma boa apresentação.

Deu no que deu. A equipe de Dunga, excessivamente defensiva, não soube vencer e já está de malas prontas pra voltar.

Todos éramos sabedores de que a equipe era ruim, o treinador idem. Dunga se apresentou como uma pessoa que se acha o tal, boa parte dos torcedores brasileiros não concordaram com a convocação. Usando o apelido do anão errado, Dunga poderia facilmente ser o “Zangado” ou, na minha opinião, o “Soneca”. Sim, somente o “Soneca” seria capaz de tamanha incapacidade de ver as coisas em virtude de sua sonolência. Dunga, o retranqueiro, deixou no Brasil os santistas Neymar e Ganso, jogadores que, se usados, poderiam reverter uma situação desfavorável como a que hoje se apresentou.

Em entrevista coletiva, Dunga disse ser sabedor que o seu papel de técnico da seleção havia terminado. Penso que a grande maioria dos brasileiros estão agradecendo a Deus pela saída de Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, e quer esquecer 2010.

Que chegue logo 2014! No Brasil, quem sabe com um técnico arrojado e experiente, que saiba orientar a equipe no intervalo.

O que se sente sobre o jogo de hoje, é que o retranqueiro pediu à equipe para segurar o jogo, tornando o segundo tempo de Brasil e Holanda um massacre holandês, num total desrespeito ao futebol penta-campeão, e futebol é isso, competência.

Culpar o goleiro Júlio Cesar pela bisonha falha no primeiro gol da   Holanda, ou Felipe Melo pela agressão e consequente expulsão que prejudicou a equipe, seria mais fácil. Para mim, a culpa é do Dunga e da diretoria da CBF que o manteve, apesar de aparente incompetência.

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