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Saúde

Tucuruí: Índios Assurini do Trocará recebem Programa Brasil Sorridente Indígena

O objetivo é levar atendimento em saúde bucal às aldeias, garantindo assistência odontológica integral aos povos indígenas

A coordenadora nacional de saúde bucal do Ministério da Saúde, Lívia Maria Almeida Coelho de Souza, esteve em Tucuruí na manhã desta sexta-feira (24) em visita a aldeia Trocará, onde visitou a comunidade indígena Assurini e lançou o Brasil Sorridente Indígena.

O Ministério da Saúde iniciou hoje a entrega de kits de higiene bucal para mais de 750 mil indígenas de todo país. Ao todo foram comprados 2,6 milhões de kits para os 34 Distritos Sanitários Especiais de Indígenas (DSEI) e esta distribuição começou pela aldeia Assurini do Trocará, em Tucuruí.

O Brasil Sorridente Indígena é um programa do Ministério da Saúde, que tem como objetivo ampliar o acesso ao atendimento odontológico nas aldeias, estruturando e qualificando os serviços de saúde bucal nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

Essa é a primeira política nacional elaborado especificamente para tratar da saúde bucal desses povos.

Participaram da solenidade de implantação do projeto, o prefeito de Tucuruí Benedito Couto (PROS), o Bena Navegantes, que ajudou a entregar aos indígenas kits de higiene bucal. Ele também anunciou, junto com a coordenação de Saúde Bucal, mais investimentos para a saúde naquela localidade. Participou ainda da ação, a secretária Adjunta de Gestão de Políticas de Saúde, Heloísa Maria Melo e Silva Guimarães.

Os kits para saúde bucal são compostos por escova de dentes adulto ou infantil, creme dental fluoretado e fio dental. Os estojos serão repassados semestralmente da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) para os distritos, que os entregarão à população indígena.

Investimentos como a aquisição de consultórios portáteis, equipamentos de apoio e material de consumo. “Já temos equipes trabalhando nas aldeias, com dentistas e outros profissionais desenvolvendo ações em saúde bucal e, em médio prazo, vamos ampliar e integrar essas iniciativas para garantir que, desde pequenas, as crianças recebam orientações e atendimento, sempre respeitando as diferenças de cada povo”, afirmou Lívia de Souza.

Investimentos

Segundo Lívia de Souza, haverá inquéritos nas aldeias para verificar a situação da saúde bucal dessa população e a União vai investir R$ 40,7 milhões para implantação e estruturação desse programa para toda a população indígena do Brasil.

Para a aquisição dos kits, foram investidos R$ 4 milhões. O valor corresponde uma economia de até 39% em relação à compra descentralizada feita pelos distritos indígenas.

Fotos: Aldeney Moraes 

Pará

Doença não identificada mata três crianças indígenas em Tucuruí

Uma doença ainda não identificada tem afetado os índios Assurini que vivem na aldeia Trocará, região de Tucuruí, no Pará. 

imageTrês crianças morreram após apresentarem sintomas como febre alta, tosse, vômito e falta de ar. Duas delas faleceram no Hospital Regional de Tucuruí e uma quando estava a caminho de Belém, no último domingo. Outras cinco crianças foram transferidas para o Hospital Universitário João de Barros Barreto. Três delas permanecem internadas em situação estável e duas receberam alta após passarem por exames.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará informou que os primeiros resultados dos exames realizados pelo Laboratório Central do Estado e pelo Instituto Evandro Chagas descartaram infecções por H1N1 e coqueluche. Novas análises estão em andamento para avaliar a presença de outras doenças.

O Ministério da Saúde informou que investiga a causa das três mortes junto com o Distrito Sanitário Indígena da região e o Departamento de Epidemiologia do Estado do Pará. No dia 11 de agosto, uma equipe da Secretaria Especial de Saúde Indígena, a Sesai, chegou na aldeia e permanece no local para colaborar nas ações de assistência à comunidade.

O acesso à aldeia Trocará, localizada a 25 quilômetros de Tucuruí está restrito aos profissionais de saúde que atuam no local. Os índios da aldeia foram encaminhados para Tucuruí para a realização de exames. “Até o momento são episódios restritos entre os Assurini”, declarou o Roberto Borges Jr, que integra a equipe de profissionais de saúde que acompanham o caso.

Atualização às 15 horas de 27/08

O Instituto Evandro Chagas divulgou nesta terça-feira (26) o resultado de exames feitos em crianças da etnia Assurini, da aldeia Trocará.

A coleta foi feita em crianças internadas e também nas que residem na aldeia. Das treze amostras coletadas, sete deram positivo para três tipos de vírus respiratórios. Segundo a Secretaria de Saúde do Pará, eles provocam problemas como resfriado, coriza e febre baixa.