Dom Eliseu: Operação “Xeque Mate” leva 14 integrantes de associação criminosa para a cadeia

A operação foi para dar cumprimento a 38 mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades do Pará e Maranhão. Ação é mais uma etapa da Operação Smokescreen, que investiga uma facção que atua no tráfico interestadual de drogas, roubo de cargas e de carros
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

Após mais uma trabalho de investigação, a Polícia Civil do Pará deflagrou a operação “Xeque Mate”, que é mais uma etapa da Operação Smokescreen, que investiga uma organização criminosa vinculada à facção Criminosa Comando Vermelho (CV), que atua no tráfico interestadual de drogas, roubo de cargas e de carros na região dos municípios de Dom Eliseu e Rondon do Pará, no sudeste do estado, e Itinga, Açailândia e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão.

A operação foi para dar cumprimento a 38 mandados, sendo 15 de prisão preventiva, três de prisão temporária e 20 de busca e apreensão domiciliar. As diligências iniciaram por volta das 6h de quarta-feira (3), onde 14 pessoas foram presas e vão responder por tráfico de drogas, associação ao tráfico, roubos de veículos e de cargas, com emprego de arma de fogo.

As ações ainda seguem, com o objetivo de dar cumprimento a todos os mandados judiciais. A operação faz parte da 5ª fase da Operação Smokescreen e contou com apoio operacional e logístico das equipes das Superintendências de Paragominas, Castanhal, Capanema e Marabá.

Segundo a Polícia Civil, após investigações, as equipes efetuaram diversas prisões em flagrante de membros da organização criminosa, e coletaram elementos e informações que comprovam os crimes. Ainda de acordo com a PC, um dos presos em Dom Eliseu exerce a chefia da facção de dentro da penitenciária, atuando na prática dos crimes de tráfico de drogas e associação criminosa, assim como é responsável por orquestrar e ordenar a execução de roubo de veículos e cargas com uso de arma de fogo.

Outros membros da facção criminosa também já foram presos. Na operação foram cumpridos os mandados de prisão preventiva contra Wesley de Alcântara Almeida (vulgo sombra/ Wsss2); Charles França Vieira Batista (vulgo Charlim); João Afonso Leonço Fonseca Pereira (vulgo Joazin); Paulo Ricardo Gonçalves Vieira (vulgo Ricardinho); Gustavo Cristian Souza (vulgo GRV/Guzman); Keliton Nunes de Sousa (vulgo Kell); Otavio Henrique Gomes da Silva (vulgo Zabira); Mateus Santos da Silva (primo do Zabira); Gabriel Rodrigues da Fonseca; Gabriel Costa Magalhães (vulgo GB); Rairon de Araujo Dias (vulgo Terrorista); Daniel dos Santos Sousa (vulgo Buldog); e Fernando Lucas Lima da Silva (vulgo MK).

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências Charles França; João Afonso; Paulo Ricardo; Gustavo Cristian; Keliton Nunes; Otavio Henrique; Mateus Santos; Gabriel Rodrigues; Gabriel Costa; Deleon Gomes; Cassiano de Sousa Silva; Wallison; e Áurea da Silva Brito.

Segundo a Polícia Civil, a facção que os acusados fazem parte é considerada atualmente como a segunda maior do Brasil. No município de Dom Eliseu, os indivíduos se associaram, formando uma organização com estrutura ordenada e com divisão de tarefas.

Para combater o avanço da facção, a Polícia Civil passou a exercer forte atuação contra o grupo criminoso, deflagrando a Operação Smokescreen no ano de 2018 e, desde então, a ação já prendeu mais de 90 investigados, com apreensão de quantidade expressiva de drogas, que já somam mais de 30kg de entorpecentes, entre crack, cocaína e maconha, além da apreensão de 20 armas.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso, liderado por Wesley de Alcântara Almeida, apontado como o “torre” da facção, realizam as ações criminosas tendo Charles França Vieira Batista, bem como Paulo Ricardo Gonçalves Vieira como os “disciplinas” da facção, responsáveis por gerenciar o grupo quanto à venda de drogas e de armas. Já João Afonso Leonço Fonseca Pereira possui a função de “tesoureiro do CV” em Dom Eliseu, sendo responsável pela arrecadação do dinheiro das “biqueiras” ou “bocas de fumo”, com depósitos em contas bancárias.

“Cabe ressaltar que as investigações continuam em andamento de modo a identificar e localizar os demais integrantes da facção criminosa. A equipe da Polícia Civil de Dom Eliseu continuará atuando firmemente no combate aos crimes em tela”, avisa o delegado Marconi Lima Marques, que comanda a operação.

Por Tina DeBord