Detentos de Parauapebas fazem curso de produção de luminárias

A organização do curso ficou sob a orientação das coordenadoras do Grupo IPÊ Regiane Souza e Erika Bezerra, que promoveram a iniciativa de forma voluntária, juntamente com a direção da unidade para a capacitação e reabilitação dos internos.
O artesanato é um dos meios utilizados para a ressocialização dos internos custodiados na Carceragem de Parauapebas (CP), no sudeste do Estado, que participam de um curso de produção de luminárias decorativas. O curso é ofertado pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) em parceria com o Grupo IPÊ de Artesanato, Arte e Cultura do município e tem por objetivo capacitar os internos e promover a reintegração social deles por meio do trabalho. As oficinas de capacitação destinam-se a contribuir para qualificação profissional e desenvolver o potencial criativo dos detentos, mantendo-os produtivos durante o cumprimento da pena. Para participar do curso os alunos passaram por uma triagem onde são avaliados o comportamento e a disciplina dentro da casa penal. As peças produzidas durante os cursos serão comercializadas nas feiras do município de Parauapebas. FOTO: ASCOM / SUSIPE DATA: 18.05.2018 PARAUAPEBAS - PARÁ

O artesanato é um dos meios utilizados para a ressocialização dos internos custodiados na Carceragem de Parauapebas (CP), no sudeste do Estado, que participam de um curso de produção de luminárias decorativas. O curso é ofertado pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) em parceria com o Grupo IPÊ de Artesanato, Arte e Cultura do município e tem por objetivo capacitar os internos e promover a reintegração social deles por meio do trabalho.

A organização do curso ficou sob a orientação das coordenadoras do Grupo IPÊ Regiane Souza e Erika Bezerra, que promoveram a iniciativa de forma voluntária, juntamente com a direção da unidade para a capacitação e reabilitação dos internos. “Nossa expectativa é de oferecer a esses homens uma oportunidade de aprender algum tipo de artesanato, para que no futuro eles possam aproveitar a experiência, e quem sabe, ter uma forma de renda própria”, explicou a coordenadora, Regiane Souza.

Durante o curso, os internos aprenderão a confeccionar luminárias em PVC utilizando canos e fios elétricos para a montagem e produção das peças. “Todo o material utilizado é muito simples, sendo possível criar a luminária da forma que se desejar, com técnicas básicas de iluminação,” afirmou o professor Luiz Antônio Souza.

Um dos alunos que mais se destacaram no curso foi o interno Matheus Silva, 23, que viu na oportunidade uma forma simples de ganhar seu próprio dinheiro depois que cumprir a sua pena. “Gostei muito de participar do curso, são usados matérias simples que podemos usar e fazer quando sair daqui. Essa oportunidade que a casa penal abriu pra gente nos ajuda a dar um rumo diferente para as nossas vidas lá fora,” falou.

Pela primeira vez o interno Hilário Ênio, 20, teve contato com contato com o artesanato. “Acho muito interessante os trabalhos artesanais, pois podemos produzir com as nossas próprias mãos objetos que podemos vender depois. Os materiais utilizados são bem simples de fazer. Será, sem dúvidas, uma alternativa de renda pra mim e minha família”, relatou.

As oficinas de capacitação destinam-se a contribuir para qualificação profissional e desenvolver o potencial criativo dos detentos, mantendo-os produtivos durante o cumprimento da pena. Para participar do curso os alunos passaram por uma triagem onde são avaliados o comportamento e a disciplina dentro da casa penal. As peças produzidas durante os cursos serão comercializadas nas feiras do município de Parauapebas.

“Essa é a segunda fase de cursos e oficinas que promovemos aqui na casa penal. Os primeiros foram de panificação, sandálias e chocolates, estes realizados em parceria com o Senar e a Prefeitura. Agora na segunda fase firmamos a parceria com o Grupo Ipê. O objetivo principal da Susipe é o de ressocializar e integrar esses presos de forma mais digna a sociedade. Esses cursos são rentáveis, e em casa eles podem criar e produzir seu próprio negócio evitando assim a reincidência deles no crime“, concluiu o diretor da Carceragem de Parauapebas, Adalberto Murilo de Souza.

Por Timoteo Lopes – APN

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