CPI vai a Luziânia acompanhar investigação de desaparecimento de menores

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes da Câmara aprovou, ontem, requerimento apresentado pela Deputada Bel Mesquita (PMDB/PA) para, nesta quarta-feira (3/2), a partir das …

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes da Câmara aprovou, ontem, requerimento apresentado pela Deputada Bel Mesquita (PMDB/PA) para, nesta quarta-feira (3/2), a partir das 10 horas, realizar audiência na Câmara Municipal de Luziânia (GO). Os parlamentares acompanharão de perto a investigação que vem sendo realizada para esclarecer o desaparecimento de seis adolescentes moradores do setor habitacional Parque Estrela D’Alva.

Segundo a presidenta da CPI, Bel Mesquita, a audiência poderá auxiliar na solução do problema. “Ao acompanhar os fatos no exato momento em que uma investigação está em curso, poderemos nos preparar melhor para agirmos com mais eficácia”, disse a deputada. Bel disse ainda que as causas para o sumiço de crianças e adolescentes são tão difusas que “ninguém ousa conjecturar o motivo real para seis adolescentes desaparecerem em uma cidade tão pequena quanto Luziânia”.

Ontem, durante a audiência pública da CPI, a presidente da ONG Portal Kids, jornalista Waltéa Ferrão Ribeiro, declarou que é preciso criar uma política nacional integrada para resolver o problema das crianças desaparecidas no País. Ela também sugeriu que a comissão implemente uma agência de controle das atividades de investigação sobre o desaparecimento de crianças e adolescentes. A ONG Portal Kids desenvolve ações de apoio a famílias em busca por crianças desaparecidas e capacita mulheres vítimas de violência.

Waltéa lembrou que normalmente os casos de desaparecimento estão associados a redes de pedofilia e a outros crimes. Para a jornalista, no entanto, essa associação não recebe a atenção devida nas delegacias brasileiras. “É comum as denúncias serem recebidas apenas como fugas”, disse.

A representante da Portal Kids salientou ainda que a lei que obriga portos e aeroportos a evitar a saída de crianças e adolescentes sequestrados não vem sendo cumprida.

Foto: Laycer Tomás/Agência Câmara

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